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Adeus, Lenin

Antigos símbolos da antiga União Soviética são agora lembranças indesejadas

Fabio Marton Publicado em 14/11/2018, às 13h00 - Atualizado às 13h52

A estátua de Lenin pela metade
Wikimedia Commons

Onde um dia o revolucionário apontava para o futuro, o vácuo de sua presença indesejada. A imagem, em Odessa, foi registrada durante a chamada Revolução Ucraniana de 2014, que derrubou o presidente pró-russo Viktor Yanukovych.

Na Praça Maidan, em Kiev, epicentro do movimento, uma estátua maior de Lenin foi destruída a marretadas. E várias outras pelo país. Ucranianos enxergam a União Soviética como uma criação do imperialism russo. Seus símbolos relembram não só a dor de episódios como a grande fome de 1932 (Holodomor) como uma ameaça bem atual: outro Vladmir.

Na Rússia de Putin, denunciar as atrocidades do regime soviético pode levar à prisão. Este ano, o historiador Yury Dmitriyev, que escreveu sobre os gulags, foi preso sob acusações de distribuir pornografia infantil, num processo tido por absurdo, digno de Stalin. Outros sofrem ameaças veladas. O regime Putin tenta reabilitar o passado comunista com um viés jingoísta.