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A urna ou a morte sob as patas de um cavalo

O suicídio da sufragista Emily Wilding Davison, que se jogou debaixo de um animal de corridas que pertencia ao rei George V

Redação AH Publicado em 27/12/2018, às 07h00

Morte de Emily Wilding Davison
Morte de Emily Wilding Davison - Reprodução

Na intenção de atrair atenção para a causa das sufragettes (mulheres europeias que lutavam pelo direito de votar), a militante fervorosa Emily Wilding Davison deu cabo da própria vida. Ela atirou-se diante das patas galopantes do cavalo que pertencia ao rei George V, na corrida de cavalos Epsom, na Inglaterra, em 4 de julho de 1913. Sua morte repercutiu menos do que a vítima desejava.

As manchetes dos jornais do dia seguinte se ocuparam do estado de saúde do jóquei e da proeza do cavalo real, que conseguiu completar a prova. As motivações do suicídio apareceram em meio a uma vasta lista de infrações cometidas por Emily, como apedrejamento de pessoas e patrimônios públicos e incêndios a caixas de correio. 

No ano seguinte, com a entrada da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, o movimento esfriou. As mulheres só conquistaram o direito ao voto em 1928.