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A máfia caridosa de Al Capone

Durante a Grande Depressão, o fora da lei dava comida grátis aos pobres

Redação AH Publicado em 16/12/2018, às 13h00

Pessoas fazem fila para receber a refeição
Pessoas fazem fila para receber a refeição - Reprodução

A cena acima parece apenas uma entre muitas imagens tristemente icônicas da década de 1930. Dezenas de desempregados e sem-teto formam uma fila enorme diante de um restaurante que promete “sopa, café & rosquinhas grátis para os desempregados”. 

O insólito dessa cena está em saber de onde vinha essa caridade. Após o crash da bolsa de valores em 1929, o mafioso Al Capone criou um restaurante gratuito. Em 1931, de acordo com as contas do jornal Chicago Tribune, ele já havia servido 120 mil refeições. Capone se gabava em atender 5 mil pessoas por dia. 

Não era sua primeira ação de caridade. Na década anterior, ele ganhou certa fama de “Robin Hood” por doar parte de seu lucro para os pobres. E sua linha de negócios, produzir álcool ilegal na época da lei seca, não era exatamente impopular. 

Mas era um esforço do mafioso em tentar limpar seu nome. Sua popularidade havia sido manchada no Massacre do Dia de São Valentino, em 14 de fevereiro de 1929, uma chacina contra seis rivais que rendeu fotos brutais na imprensa. Então ele se tornou o “Inimigo Público Número 1”.

Seria preso no ano seguinte por evasão fiscal – nunca foi provada sua conexão com os assassinatos. A lei seca cairia em 1933. Em 1935, o governo americano finalmente se dobraria à realidade da situação e criaria um sistema de seguridade social.