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Zangaki: o enigma dos irmãos que registraram o Egito do século 19

Dois irmãos de quem pouco se sabe foram responsáveis por imagens fascinantes do dia a dia no país

Alexandre Carvalho Publicado em 23/11/2019, às 08h00

Uma das muitas imagens feitas pelos irmãos misteriosos
Uma das muitas imagens feitas pelos irmãos misteriosos - Zangaki

Tão misteriosa quanto as pirâmides é a identidade de dois dos maiores fotógrafos da História. Sabe-se apenas que eram irmãos, gregos, e trabalhavam juntos no Egito entre 1860 e 1890. Assinavam as fotos como Zangaki (o sobrenome), mas nem seus primeiros nomes são conhecidos: nos retratos, há apenas as iniciais de cada um, C e G (historiadores creem que sejam de Constantinos e George).

Só não é desconhecida a sua obra. Os Zangaki deixaram ao mundo imagens de um espaço e um tempo que até hoje deslumbram. Fotos que se tornam ainda mais surpreendentes quando se sabe que a intenção da dupla era fazer dinheiro fotografando turistas em solo egípcio ou vendendo imagens típicas como souvenir.

Em sua obra, os irmãos Zangaki revelaram etnias que conviviam na região ainda na Era Vitoriana. Isso inclui retratos diversos dos Bicharin – uma tribo de nômades que circulavam entre o Sudão e o sul do Egito. Os retratos apresentam o orgulho de um guerreiro desse grupo étnico (abaixo), que sorri para a foto empunhando lança e um escudo que se assemelha a um grande chapéu.

Crédito: Zangaki

 

Outro soldado (abaixo) surge num registro montado num camelo. E há uma mulher Bicharin – com um penteado que certamente deve ter atraído a atenção dos gregos – que também se deixa fotografar.

Crédito: Zangaki

 

Com o objetivo de vender fotos do Egito autêntico para turistas, os irmãos Zangaki
foram além de focar nas grandes construções da Antiguidade: mostraram como eram os personagens do dia a dia do Cairo.

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Crédito: Zangaki

Sem saber, estavam deixando para a posteridade um registro histórico fascinante sobre a diversidade humana – como na imagem da dançarina turca (à esquerda), na de uma mãe com o rosto coberto, carregando o filho nos ombros (abaixo). A grande arte brota naturalmente de registros do cotidiano, como se esses gregos misteriosos fossem um híbrido de pintores naturalistas com cronistas da imagem – de um Egito de mais de
um século atrás de nós.

 

Crédito: Zangaki

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