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Sacrifícios humanos, oferendas e artefatos maias: as raridades da maior caverna subaquática do planeta

Nos 347 km de Sac Actun, vestígios da relevante civilização antiga em um dos maiores achados arqueológicos de todos os tempos

Simone Bitar Publicado em 26/03/2020, às 07h00

Mergulhadores em Sac Actum, Yucatán
Mergulhadores em Sac Actum, Yucatán - Divulgação

Achavam que eram duas, mas era uma. Após 10 meses de exploração, mergulhadores do Projeto Grande Aquífero Maia, da Universidade Nacional do México, confirmaram, em 2018, que a caverna de Sac Actun é ligada a Dos Ojes, formando o maior complexo de túneis subaquáticos conhecidos, num total de 347 km.

"Encontramos mais de cem contextos arqueológicos, entre eles a presença dos primeiros colonizadores da América, fauna extinta e, claro, a cultura maia", afirmou, na época, Guilhermo de Anda, diretor do projeto.

Mergulhadores num túnel subaquático durante a pesquisa / Crédito: Divulgação

 

Sacrifício aos deuses

Mas, afinal, o que os maias tem a ver com cavernas subterrâneas? Muito.

A Península de Yucatán não tem qualquer rio ou lago. O terreno calcário drena toda a água para o fundo. Aparentemente, seria um ambiente hostil para a vida humana, ainda mais em cidades, mas sempre houve uma saída: os cenotes.

Cenotes são dolinas — um grande buraco no chão, geralmente circular e com paredes verticais. No fundo deles, está a preciosa água, limpa, vinda dos aquíferos subterrâneos. A maioria deles é formada pelo teto das cavernas subaquáticas que desaba, revelando a água e um acesso para as cavernas.

Cenote de Ik Kil, México / Ceédito: Wikimedia Commons

 

Maias faziam sacrifícios humanos ao deus da chuva, Chaac. Objetos e sacrifícios humanos eram atiradas em certos cenotes. É essa a razão porque o sistema de cavernas é tão rico em relíquias arqueológicas.

E, mesmo povos anteriores sempre os usaram como fonte de água potável. Perdendo coisas neles. E até mesmo animais: fósseis terrestres de preguiças gigantes extintas estão sendo encontrados.

"É um túnel que te transporta para 10, 12 mil anos atrás", afirma Guilhermo de
Anda. Acredita-se que esse seja um dos maiores achados arqueológicos subaquáticos de todos os tempos.

Confira as incríveis fotos abaixo.

Mergulhador e um esqueleto encontrado no solo da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Artefatos dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Um vaso dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Por dentro da caverna / Crédito: Divulgação

 

Mergulhadores analisam esqueleto / Crédito: Divulgação

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