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Os 5 melhores e os 5 piores pais da História

Uns deram os reinos para os filhos; outros, deram um caixão

sexta 10 agosto, 2018
Darwin foi um bom pai?
Darwin foi um bom pai? Foto:Wikimedia Commons

Pais-coruja


5. Sigmund Freud (1856-1939)

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O pai da psicanálise teria ouvido do próprio progenitor, quando tinha 7 anos, que nunca seria nada na vida. Mentira ou verdade, não reproduziu com a sexta dos seus seis filhos, Anna Freud, tal tratamento. A garota, a caçula, a predileta, tornou-se uma importante psicanalista e a sua principal sucessora - isso apesar de Freud, que achava que as mulheres naturalmente tinham inveja do pênis e que um orgasmo pelo clitóris era sinônimo de transtornos mentais, não ter sido exatamente um campeão no quesito "avanços da luta feminina". 


4. Charles Darwin (1809-1882)

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Dedicado, teve 10 rebentos, dos quais três morreram prematuramente. Alguns sofreram de doenças, e Darwin chegou a temer que isso se devesse ao fato dele e Emma, sua mulher, serem primos - causando problemas genéticos pela consanguinidade. Para a época, teve um papel central na criação e na educação da prole (três de seus filhos ganharam o título de "sir", todos alcançaram sucesso profissional e os netos também) num momento em que a criação de crianças era vista como trabalho de mulher, incentivando sua independência intelectual, não importa o gênero. A morte em 1851 de Annie, de 10 anos, foi um golpe esmagador para Darwin e Emma, e acredita-se que esse foi o momento em que perdeu sua fé. (Cá entre nós, seria uma contraditório se justamente o criador da teoria da evolução, na qual tudo depende da capacidade de levar os genes adiante, não fosse um bom pai, não?)

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3. Nicolau II (1868-1917)

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Por seus filhos, o último Czar da Rússia perdeu o trono e a cabeça. Tentou de tudo para curar seu primogênito, Alexei, da hemofilia - uma velha praga em sua linhagem, que vinha da rainha Vitória da Inglaterra. Como não havia - e ainda não há - soluções científicas, deu livre passagem ao místico picareta Rasputin, uma monge que achava que sexo e bebedeira desenfreados eram o caminho para o paraíso e era execrado por todo o país. Isso não ajudou em nada durante a grande crise de 1917, na qual teve de abdicar, para terminar executado, com o resto da família, pelos bolcheviques.


2. Carlos Magno (742-814)

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Rei dos francos e primeiro imperador dos "romanos" (o Sacro Império Romano, que era alemão), Carlos Magno teve mais de 20 filhos, alguns com esposas e outros com concubinas. Analfabeto ele próprio pela maioria de sua vida, insistiu para que todos recebessem uma educação completa, inclusive as meninas. Quando Pepino, o Corcunda, um dos seus filhos, foi considerado culpado de participar de uma trama para matá-lo, a expectativa era que o executassem junto com seus conspiradores. Mas não, o imperador ordenou que sua sentença fosse comutada, o enviou para um mosteiro.


1. Filipe II (382 a.C. - 336 a.C.)

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Existem heranças e heranças. A seu filho, Alexandre, O Grande, Filipe deixou a chance de criar o maior império que mundo já havia visto. Suas reformas militares deram origem a uma combinação imbatível para a época - as sarissas, lanças de até 7 metros, com a infantaria, e os companheiros, a primeira cavalaria de choque do mundo, deixando os espartanos a comer poeira. Diplomaticamente, fundou a Liga de Corinto, que unificava as cidades da Grécia, a aliança que conquistaria meio mundo. Diga-se a verdade, porém, tornar seu filho o homem mais admirado da Antiguidade não foi exatamente seu plano: ele morreu assassinado aos 46 anos. 


Desnaturados

5. Getúlio Vargas (1882-1954)

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Ele era podia ser o "pai dos pobres" mas não fui muito um pai para os próprios filhos. O ditador e presidente era considerado como uma pessoa distante, egoísta, fria, inclusive com os amigos. Tal característica, conforme os biógrafos, só era quebrada pelas inúmeras amantes que teve. Nem os filhos teriam conseguido tirar de Getúlio sentimentos mais próximos. Na morte de Getúlio Vargas Filho, aos 23 anos, em 2 de fevereiro de 1943, por poliomielite, ele se resumiu a fazer um comentário sobre o potencial do filho ser enterrado com a carne. 


4. Pablo Picasso (1881-1973)

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Era um gênio - e fazia questão absoluta que todos em volta dele jamais se esquecessem disso. Como fazia com suas esposas, ele esmagava emocionalmente os rebentos, fazendo-os se sentir insignificantes diante de sua "grandeza". Com exceção de Maya e Paloma, a quem dava atenção vez por outra, era gélido e ausente, quando não abusivo. O primogênito, Paulo, foi o que mais sofreu com as ausências. Foi sumariamente ignorado pelo pintor. Mais do que isso, dependeu do dinheiro dele e nunca alcançou independência (nem a admiração de Picasso). Claude, outro filho, processou o pai para que tivesse a paternidade reconhecida. 


3. Marvin Gay (1914-1998)

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Entrando no domínio dos filicidas. Pastor, alcoólatra e pai do cantor de Sexual Healing, Marvin Gaye - o "e" foi adicionado após a palavra gay ganhar outras conotações, nos anos 1970. Em 1983, o filho comprou uma casa e se mudou para ela com os pais. Marvin pai, que já não gostava muito da imagem hipersexualizada do filho, tinha uma ideia bíblica: a punição para agredir os pais era a morte. Numa briga feroz com a esposa, por uma apólice de seguros, o filho interviu violentamente. Terminada a briga, o pai voltou com um revólver .38 para executá-lo a sangue frio em seu quarto. 


2. Constantino, o Grande (272-337)

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O primeiro imperador romano cristão não foi muito cristão com seu filho Flávio Júlio Crispo. Criado como seu braço direito, um talentoso general, e sucessor natural, aparentemente do nada mandou executá-lo em 326. Acredita-se que Crispo tenha caído numa armadilha criada pela madrasta, Fausta, que o acusou de tentar estuprá-la. Ela desejava tirá-lo do caminho para deixar a sucessão a seus próprios filhos, ainda crianças. Constantino, famoso por suas decisões intempestivas, mandou matar o filho e, ao descobrir a conspiração, executou Fausta com um banho de água fervendo. Jamais admitiu seu erro. 


1. Ivan, o Terrível (1530-1584)

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O primeiro czar expandiu as fronteiras de seu reino, mas provavelmente era atormentado por doenças mentais. Em 1581, ele espancou a nora, grávida, como castigo por usar roupas supostamente insinuantes, fazendo com que ela abortasse. O filho, também chamado Ivan, confrontou furiosamente seu pai, que se importava tanto com a sucessão que havia mandado suas duas primeiras esposas para conventos por acreditá-las  inférteis. O czar então golpeou seu herdeiro na cabeça com um cetro, matando o rapaz, e, como já havia feito o mesmo com o neto no útero da mãe, condenando sua dinastia. Seu outro filho, o mais novo Rurik, o sucedeu em tese, mas não se interessava por política, deixou o cunhado governar em seu lugar e morreu sem filhos. 

Tatiana Bandeira


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