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25 anos depois, vítima de homicídio pode ter ajudado detetives a encontrarem assassino

No verão de 1995, a enfermeira Christine Munro foi estuprada e morta enquanto corria em uma pista ao longo do rio Sacramento. Entenda o caso!

Fabio Previdelli Publicado em 16/11/2020, às 12h27

A enfermeira Christine Munro
A enfermeira Christine Munro - Divulgação

Uma enfermeira da Califórnia que foi estuprada e morta enquanto corria pode ter ajudado os detetives a resolverem o seu assassinato após 25 anos de investigações. Na ocasião, Christine Munro, de 37 anos, foi violentada em Redding, em um dia de verão de 1995. 

No início de 2020, um detetive que examinava o caso reenviou a raspagem da unha de Munro para testagem de DNA, tecnologia que não existia na época do crime. Seis meses depois, eles foram notificados que o material continha uma correspondência genética com a de James Watkins, um homem de 42 anos que cumpria pena de 14 anos, no Texas, por roubo. 

“Em termos simples, o DNA de Watkin estava sob as unhas de Christine Munro no momento de seu assassinato”, disse o chefe de polícia de Redding, Bill Schueller, em entrevista coletiva na sexta-feira, 13. 

Mughot dJames Watkins / Crédito: Departamento de Polícia de Redding

 

Com isso, Watkins foi transportado do Texas para Redding e preso por acusações de estupro, sequestro e assassinato. Na época com 17 anos, James se mudou do Texas para Redding para viver com seus tios. Na cidade, ele teve vários desentendimentos com a polícia local por delitos menores, disse Schueller

Dois anos depois, ele voltou ao Texas, onde conta com mais condenações, como agressão sexual, roubo, fuga e assalto a banco. “Ele passou uma parte significativa de sua vida na prisão”, disse o chefe de polícia sobre Watkins

Relatórios da autópsia do corpo dizem que o assassino de Christine cortou sua garganta. O crime ocorreu em uma pista de corrida em Redding, ao longo do rio Sacramento.  

Em 1997, um estuprador condenado confessou falsamente ter sido o responsável pelo assassinato de Munro. No entanto, não havia provas suficientes para ligá-lo a esse crime. Com falta de evidências, as investigações esfriaram por décadas.  

A vítima tinha quatro filhos quando foi morta. Em entrevista, um deles agradeceu a todos os que ajudaram a levar Watkins à prisão. “Ela amava a trilha do rio e me consolo que ela morreu no lugar que ela tanto amava”, disse sua filha Lisa ao Action News Now.