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40% desejam futuro melhor pós-pandemia, mas acham improvável

Estudo com adultos britânicos e estadunidenses mostrou vontade de um mundo “mais justo”, o qual eles não acreditam ser possível

Isabela Barreiros Publicado em 06/12/2021, às 10h52

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/Pixabay/neelam279

Um estudo que ouviu 981 adultos entre 18 e 85 anos do Reino Unido e dos Estados Unidos revelou que eles querem um mundo melhor pós-pandemia, mas que não acreditam que esse cenário seja possível.

Os voluntários foram expostos a possibilidades de cenários do mundo após a pandemia entre maio e julho de 2020 e, posteriormente, em julho de 2021. Cerca de 40% deles escolheram um “futuro mais justo com liderança de base”, enquanto apenas 10% escolheu um “retorno ao normal”.

No entanto, embora a maioria dos entrevistados desejasse que o mundo se transformasse em algo melhor no futuro, eles também admitiram que a opção era a menos provável de acontecer. Os voluntários também erraram ao dizer que a maioria teria escolhido o retorno ao normal.

"As descobertas revelaram o apetite das pessoas por mudanças positivas, mas também um forte senso de ceticismo sobre se isso realmente se materializaria ou se suas opiniões eram de fato amplamente compartilhadas”, afirmou Stephan Lewandowsky, professor da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e principal autor da pesquisa, em nota.

Entre as vontades expressas pelos ouvidos na pesquisa para o futuro estavam a de cooperar mais com o meio ambiente e a de ter um futuro menos individualista, por exemplo. Um em cada seis entrevistados elogiaram a diminuição da poluição nos últimos tempos e mais de um quinto deles afirmou que desejava aumentar o senso de comunidade.

"As descobertas mostram um nível esmagador de endosso para 'reconstruir um mundo melhor' e indicam que isso seria amplamente aceito em todo o espectro político", explicou Lewandowsky.

"Isso deve dar confiança aos tomadores de decisão ao impulsionar medidas para ajudar a combater desafios crescentes que se estendem muito além a pandemia, nomeadamente as mudanças climáticas e a desigualdade”, acrescentou.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Nature Humanities & Social Sciences Communications no último dia 25 de novembro.