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52 anos após o crime, polícia dos EUA identifica ladrão de banco

Ted Conrad tinha apenas 20 anos quando roubou cerca de R$ 7,5 milhões — na cotação atual — do lugar onde trabalhava

Pamela Malva Publicado em 15/11/2021, às 10h30

Fotografia do criminoso Ted Conrad
Fotografia do criminoso Ted Conrad - Divulgação/ US Marshals Service

Há 52 anos, o norte-americano Ted Conrad roubou cerca de 215 mil dólares do banco onde trabalhava. Ele viveu tranquilamente desde então, sem ser identificado pela polícia, mas acabou reconhecido em maio deste ano, após tornar-se vítima de um câncer.

Segundo informações da BBC, via UOL, o criminoso trabalhava como caixa no Society National Bank, em Cleveland, Ohio, em meados de 1969. Na época, Ted tinha apenas 20 anos e aproveitou uma falha da segurança do banco para levar a quantia consigo.

Dentro do saco de papel marrom levado pelo homem naquele dia estava o valor que, hoje, equivaleria a cerca de R$ 7,5 milhões. Com o dinheiro em mãos, Conrad desapareceu e nunca foi encontrado, apesar das intensas buscas e da constante cobertura do caso, que até pautou programas de televisão norte-americanos.

Nesse sentido, as investigações apontam que, após roubar o dinheiro, Ted mudou de nome e, como Thomas Randele, fugiu para Washington DC e Los Angeles. Tempos depois, ele teria se estabelecido na periferia de Boston, bem distante do local do crime.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal New York Times, Ted teria sobrevivido como profissional de golfe e trabalhando em uma concessionária de carros usados nos últimos 40 anos. O criminoso, contudo, faleceu em maio deste ano devido a um câncer de pulmão e, com isso, seu obituário chamou atenção da polícia.

Filho de John Elliott, um policial estadunidense que estava obcecado por descobrir o paradeiro de Ted, o investigador Peter Elliott foi quem solucionou o mistério. "Meu pai nunca parou de procurar Conrad até sua morte, em 2020", narrou o oficial.

"Espero que meu pai esteja descansando um pouco melhor hoje, sabendo que sua investigação e o Serviço de Polícia dos Estados Unidos encerraram esse mistério de décadas”, finalizou o investigador, ainda de acordo com o UOL.