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52 anos depois: Morre Michael Collins, o piloto da missão Apollo 11

O histórico astronauta, que foi até a lua com Neil Armstrong e Buzz Aldrin, faleceu nesta quarta-feira, 28, segundo sua família

Pamela Malva Publicado em 28/04/2021, às 16h00

Fotografia de Michael Collins, o piloto da missão Apollo 11
Fotografia de Michael Collins, o piloto da missão Apollo 11 - Nasa, Creative Commons/Wikimedia Commons

No dia 20 de julho de 1969, o mundo assistiu atônito à primeira missão lunar bem sucedida. Naquele dia, enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisavam e coletavam amostras do satélite natural da Terra, um terceiro homem pilotava a Apollo 11.

Nascido em Roma, na Itália, Michael Collins era o astronauta responsável por trazer os colegas de volta para casa. Nesta quarta-feira, 28, quase 52 anos depois do feito histórico, o eterno piloto da Apollo 11 faleceu, após uma longa batalha contra o câncer.

"Nós lamentamos compartilhar que nosso amado pai e avô morreu hoje após uma valente batalha contra o câncer", anunciou a família do astronauta, que tinha 90 anos, em comunicado oficial. "Mike sempre encarou os desafios da vida com graça e humildade, e enfrentou este seu último desafio da mesma maneira.”

Agora, após o falecimento do piloto, Buzz Aldrin é o único membro ainda vivo da missão. Em janeiro de 2021, inclusive, o segundo homem a pisar na lua completou seus 91 anos de idade. Neil Armstrong, por sua vez, faleceu em 2012, aos 82 anos.

Em suas redes sociais, a Nasa lamentou a morte de Michael, astronauta “que pilotou a primeira viagem da humanidade para a superfície de um outro mundo”. "Um defensor da exploração, Michael Collins inspirou gerações e seu legado nos projeta mais fundo no cosmos", finalizou a agência espacial.

Fotografia de Michael Collins em simulador da Nasa / Crédito: Nasa, Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Sobre Michael Collins

Um ano depois da missão lunar, Michael abandonou seu cargo na Nasa e iniciou uma carreira política na Casa Branca, ao lado de Richard Nixon. Alguns tempo mais tarde, já cansado da diplomacia, ele assumiu a direção do Museu Smithsonian, em Washington.

Herdeiro de um general do exército norte-americano, o piloto italiano ainda abriu seu próprio negócio de consultoria aeroespacial. Tendo servido até mesmo na Força Aérea, Michael foi condecorado com prêmios como a Medalha de Serviço e a Legião do Mérito.

Em meados de 2019, o piloto da Apollo 11 voltou para o Cabo Canaveral, na Flórida, de onde ele e seus companheiros decolaram. “A Apollo 11 foi uma coisa séria. Nós da tripulação sentimos o peso do mundo em nossos ombros”, lembrou Michael, na época. “Todos os olhos estavam voltados para nós, queríamos ser os melhores possíveis."