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56 anos após o assassinato de Malcolm X, família pede reabertura de investigações

Uma carta pode trazer à tona novos desdobramentos sobre o caso. Confira!

Penélope Coelho Publicado em 22/02/2021, às 09h50

Fotografia de Malcom X
Fotografia de Malcom X - Imagem de WikiImages por Pixabay

De acordo com informações publicadas no último domingo, 21, pela BBC, a família do ativista Malcolm X pediu para que a investigação sobre o assassinato do norte-americano seja reaberta.

O homem conhecido por ter sido um dos grandes defensores do Nacionalismo Negro nos Estados Unidos, foi morto aos 39 anos, em 21 de fevereiro de 1965. Na época, três homens foram condenados pelo assassinato.

56 anos depois do crime, as filhas do defensor dos direitos civis dos EUA abriram um pedido para novas investigações, já que existe uma possível evidência até então desconhecida sobre o crime. Segundo revelado em uma reportagem do UOL, o recurso está ‘em andamento’ na procuradoria de Manhattan.

De acordo com a publicação, a família apresentou para a justiça uma carta escrita supostamente no leito de morte de um homem que trabalhava como policial na época do assassinato de Malcolm X.

Na correspondência, Raymond Wood teria escrito que foi encarregado de garantir que a equipe de segurança do ativista fosse presa dias antes do assassinato, para facilitar a ação brutal. O homem alega que a polícia de Nova York e o FBI conspiraram para a realização do crime.

Sabe-se que os três criminosos que foram condenados à prisão perpétua pela morte do norte-americano eram membros do movimento político e religioso da Nação do Islã. Um dos envolvidos faleceu, e os outros dois estão em liberdade condicional.