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A rede de mentiras: o escândalo milionário de Frank Tassone, tema de novo filme da HBO

Baseado em fatos, Bad Education reproduz a história do superintendente corrupto, que foi acusado de um crime milionário

Paola Churchill Publicado em 27/04/2020, às 17h22

A esquerda, o verdadeiro Frank Tassone, a direita, Hugh Jackman no filme Bad Education, da HBO
A esquerda, o verdadeiro Frank Tassone, a direita, Hugh Jackman no filme Bad Education, da HBO - Divulgação/HBO

Frank Tassone tinha um único sonho, que o colégio que ele coordenasse teria que ser o número um do país. Em 1992, ele conseguiu tal proeza ao se mudar para Roslyn e ter a tarefa de administrar a escola distrital de Long Island. Ambicioso, não poupava esforços para atingir o objetivo.

A instituição que cuidava era conhecida por seu recorde de admissões nas melhores universidades americanas. Muito prestigiado por alunos, pais e professores, Frank tentava a todo custo encobrir um segredo que estava por trás de seu sucesso.

Essa estranha história acabou virando um filme chamado Bad Education. Estrelado por Hugh Jackman, no papel do diretor, a película foi lançada no último sábado, 25, na HBO. 

A grande mentira

Hugh Jackman interpreta Frank Tassone e Allison Janey interpreta Pam Gluckin em Bad Reputation/Crédito: Divulgação/HBO 

 

Pouco tempo após assumir o cargo de superintendente, a escola ficou conhecida por seu recorde de admissões nas melhores faculdades do país, mais de 95% dos alunos iam para universidades. Todavia, havia uma rede de mentiras por trás da aclamação.

Em 2004, o império de cartas que Tassone construiu começou a desmoronar. Uma correspondência anônima foi entregue aos jornais da região e ao conselho estudantil, alegando que o afável e incorruptível líder era, na verdade, um grande mentiroso que desviava o dinheiro da escola para gastos pessoais.

O autor do documento nunca foi revelado, mas foi graças a ele que uma grande investigação sobre as mentiras de Tassone ganhou vida. A princípio, muitos duvidavam que o homem fosse capaz de algo tão terrível; o próprio negou piamente a acusasão.

No entanto, até a maior das mentiras tem perna curta: Pouco tempo antes, a escola passou por uma reforma e a empreiteiro encarregado da obra, Stephen Signorelli, recebeu um polpudo cheque no valor de 800 mil dólares pelo trabalho realizado. Foi o suficiente para tirar a máscara de Tassone.

Na época, foi descoberto que os dois, na realidade, eram casados e a verba havia sido usada pelo casal para gastar com extravagantes viagens, presentes caros, almoços luxuosos e até mesmo lavagens de roupa a seco. Inclusive, foi em uma dessas viagens, que Frank conheceu uma dançarina de uma casa noturna, em Las Vegas, que logo tornou-se sua amante.

Enquanto Tassone mantinha um apartamento em Manhattan e uma casa no Bronx, também comprou uma residência em Las Vegas para a amante, além de gastar centenas de dólares em carros de luxo e relógios de marca.

Além dele, outros funcionários estavam envolvidos no jogo de mentiras que envolvia o dinheiro ilícito. A vice-diretora, Pam Gluckin, usou a verba do distrito para comprar quatro casas em Nova York, adquiriu uma BMW e pagava semanalmente a manutenção de sua piscina.

A atuação de Hugh Jackman no filme foi muito elogiada pela crítica especializada/Crédito: Divulgação/HBO 

 

No total, 11 milhões de dólares foram desviados e se tornou dos maiores escândalos da história americana. Sem ter para onde correr, o trapaceiro assumiu toda a culpa e foi condenado a 12 anos de prisão por seus crimes, sendo liberado em 2010, após passar três anos encarcerado. As outras pessoas acusadas, incluíndo o marido de Frank, Stephen, saíram livres. 

O roteiro do longa-metragem foi escrito por Mike Makowsky, ex-estudante da instituição que Frank comandava e que sofreu na pele os impactos do desvio de verba. Já a direção é comandada por Cory Finley, diretor de Puro Sangue (Thoroughbreds).


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