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A Terra teria sido atingida por cometa catastrófico há 13 mil anos, afirma estudo

O impacto teria mudado o destino da civilização humana e gerado uma mini era glacial; entenda

Alana Sousa Publicado em 30/06/2021, às 17h30

Imagem meramente ilustrativa de um cometa atingindo a Terra
Imagem meramente ilustrativa de um cometa atingindo a Terra - Divulgação/9866112 via Pixabay

Uma pesquisa recente aponta que o planeta Terra pode ter sido impactada por um cometa há 13 mil anos. O acontecimento teria então acarretado proporções catastróficas, como a extinção de várias espécies de animais e a mudança no modo que a civilização humana se organiza.

Conforme publicou Martin Sweatman na revista Earth-Science Reviews, sobre o estudo de um pesquisador da Universidade de Edimburgo, na Escócia, o evento é conhecido como ‘Younger Dryas’.

Segundo o especialista, o debate que teve início em 2007 ainda causa bastante controvérsia na comunidade científica, ainda que a teoria seja plausível.

A tese afirma que um cometa atingiu o planeta pouco antes do período Neolítico e causou uma mini era glacial, que teria durado ao todo mil anos. O impacto é considerado o mais devastador depois da extinção dos dinossauros, há mais de 65 milhões de anos.

Ao analisar fragmentos da rocha e dados geológicos, principalmente, da América da Norte e da Groenlândia, a composição da pedra espacial indicou níveis altos de platina e nanodiamantes — exclusivos de formações explosivas de grande carga energética.

Sweatman sugere que, após o impacto, os humanos pré-históricos deixaram de ser caçadores-coletores para focar mais na agricultura, além de enfatizar a criação de assentamentos a longo prazo.

“Esta grande catástrofe cósmica parece ter sido representada nos gigantescos pilares de pedra de Göbekli Tepe, possivelmente o 'primeiro templo do mundo', que está ligado com a origem da civilização no Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. A civilização, portanto, começou com um estrondo?”, questiona o autor.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.