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Notícias / Abuso sexual

Abuso sexual de crianças em zonas de guerra aumentou, alerta ONU

Mais lidas: Abuso sexual de crianças em zona de conflitos faz parte das conclusões de um relatório referente ao ano passado — antes do conflito na Ucrânia

Redação Publicado em 12/07/2022, às 13h20 - Atualizado em 17/07/2022, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ Pexels
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ Pexels

A ONU divulgou nesta terça-feira, 12, o relatório anual (referente a 2021) de seu secretário-geral, António Guterres.

Entre outros tópicos, o documento analisa a ocorrência de episódios de violência direcionados aos menores de idade em zonas de conflito através do mundo, concluindo que permaneceu em alta no decorrer do ano passado, e que as agressões de natureza sexual, por sua vez, cresceram. 

Sequestros, estupros e outras formas de violência sexual [contra as crianças] aumentaram tragicamente em 20%", afirma o levantamento escrito por Guterres, conforme repercutido pelo UOL. 

Críticas

O documento, contudo, não foi muito bem recebido entre outros ativistas e organizações de defesa dos direitos humanos, que consideraram a compilação de crimes contra menores de idade como incompleta, uma vez que ignoraria diversas ocorrências de relevância. 

O problema teria se manifestado de forma particularmente chamativa no apêndice chamado "Lista da Vergonha", em que eram citados os responsáveis pelos atos de violência. 

Jo Becker, da Human Rights Watch (HRW), por exemplo, apontou que alguns perpetradores importantes de Israel, Ucrânia, Moçambique e Etiópia não foram mencionados, e a violência ao qual as crianças destes locais foram submetidas foi negligenciada. 

Sua omissão na 'Lista da Vergonha' das forças de Israel, que são acusadas de assassinar 78 crianças palestinas em 2021 e mutilar 982, é mais uma oportunidade perdida para fazê-los prestar contas, já que outras forças e grupos armados foram incluídos na lista por violações muito menores", explicou, de acordo com informações da AFP.