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Açougue organiza doação com restos e moradores fazem fila em Cuiabá

As famílias revelam que estão enfrentando problemas financeiros e passam por dificuldades para conseguir alimentos

Penélope Coelho Publicado em 20/07/2021, às 13h50

Pessoas na fila para doação de alimento, em Cuiabá
Pessoas na fila para doação de alimento, em Cuiabá - Divulgação/TV Centro América

De acordo com informações publicadas no último sábado, 17, pelo G1, moradores de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, se reuniram na semana passada para uma doação organizada por um açougue local.

Na ocasião, a população fez fila na frente do estabelecimento para receberem ossos que estavam sendo doados pelo açougue. Segundo revelado na reportagem, as pessoas que estavam no local afirmaram que enfrentam dificuldades financeiras e que nem sempre podem contar com alimentos em suas residências.

A maioria das pessoas que estava na fila conta somente com o apoio do governo e com doações, em meio à pandemia de Covid-19, que deixou 14,7 milhões de brasileiros desempregados, como revelou uma reportagem do Correio Braziliense.

“A gente está vindo por necessidade mesmo. Não tenho vergonha de falar que preciso. Ainda tem pessoas boas nesse mundo”, disse a aposentada Zilda Pereira, em entrevista para o canal de televisão local.

Segundo a doutora em sociologia política Silvana Maria Bitencourt, no atual momento do mundo é importante que existam correntes de solidariedade, contudo, para a especialista, é essencial politicas públicas sejam colocadas em prática.

“Não podemos tirar a responsabilidade do estado. É preciso olhar para essa população”, afirmou Silvana em entrevista ao G1.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 19,4 milhões de pessoas infectadas desde o início da pandemia, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 543 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.