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Acusada de genocídio, ex-presidente da Bolívia pede perdão e se considera 'presa política'

Respondendo formalmente pelos crimes de terrorismo, sedição e conspiração, Jeanine Áñez considera sua prisão ilegal

Redação Publicado em 15/03/2022, às 18h32

Jeanine Áñez durante a posse
Jeanine Áñez durante a posse - Getty Images

A ex-presidente da BolíviaJeanine Áñez, que cumpre pena por uma série de crimes nacionais há um ano, escreveu uma carta direcionada ao povo boliviano pedindo "perdão"  pelos seus atos enquanto chefe de estado do país, sendo divulgada em suas redes sociais na última segunda-feira, 14.

Os depoimentos da política se tornaram cada vez mais raros desde a detenção, mas ela faz questão de acusar o governo atual de influenciar na sentença e considera sua prisão uma ação política, acrescentando que pessoas próximas “a traíram e abusaram de sua confiança” e usaram disso para criar inverdades.

Ao povo boliviano, ao estar um ano presa de maneira ilegal e injustamente, peço perdão. Peço perdão pelos erros cometidos durante o meu ano de governo, que não devia ser de um ano, mas de três meses, mas a pandemia nos obrigou a postergar as eleições", diz em uma carta escrita à mão.

Diversos crimes configuraram sua prisão, desde genocídio, justificado na morte de 20 manifestantes em um ato pró-Evo Morales em novembro de 2019, até processos de golpe de estado, que avaliam sua atuação em crimes de  terrorismo, sedição,  conspiração, violação de dever e resoluções contrárias à Constituição e às leis.