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Acusado de blasfêmia, homem cristão é condenado a morte no Paquistão

Depois de ter rejeitado uma tentativa de se converter ao islamismo, o rapaz foi preso e agora aguarda execução da sentença

Caio Tortamano Publicado em 09/09/2020, às 07h00

Símbolo do islamismo
Símbolo do islamismo - Divulgação

Um homem cristão foi condenado à morte no Paquistão depois de ter transmitido mensagens de 'conteúdo blasfemo', após seu chefe ter tentado convertê-lo ao islamismo. Asif Pervaiz está preso há sete anos, e atualmente é representado pelo advogado Sai ul Malook, conhecido por ter libertado uma cristã num episódio semelhante.

Iniciando o processo legal sem um advogado, Asif fez a própria defesa nos primeiros julgamentos. Ele contou que depois de ter se demitido da fábrica em que trabalhava, o seu antigo chefe o confrontou, e que as acusações de blasfêmia aconteceram, pois, ele não tinha intenção de se converter ao islã.

Malook está decidido a livrar Pervaiz, e afirmou que tem o objetivo de levar o caso de seu cliente a instância superior. De acordo com o portal G1, o Paquistão tem um problema muito sério nas denúncias por blasfêmia, especialmente as que carecem de provas, uma vez que muitos assassinatos e linchamentos ocorrem por conta disso.

De acordo com a comissão internacional norte-americana para a liberdade religiosa, cerca de 80 pessoas estão presas no Paquistão por terem, supostamente, ofendido o islamismo. Metade desses presos, inclusive, já foi condenada a prisão perpétua ou pena de morte. Apesar disso, nenhuma dessas pessoas foi executada até o momento.