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Notícias / Adélio Bispo

Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro, passa por nova perícia

Preso desde 2018, Adélio Bispo deu uma facada em Jair Bolsonaro durante campanha política

Redação Publicado em 25/07/2022, às 18h36

Adélio quando foi preso, em 2018 - Divulgação / Youtube / Uol
Adélio quando foi preso, em 2018 - Divulgação / Youtube / Uol

Nesta segunda-feira, 25, Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral de 2018, passa por uma nova perícia. A nova avaliação vai analisar seu quadro mental e também a possibilidade de ganhar liberdade.

O advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior disse acreditar que Adélio não possui condições de ser solto, porém, o prazo para a entrega do laudo feito hoje é de 30 dias. O advogado já defendeu Adélio e hoje trabalha como seu curador, que somente cuida dos interesses dele na Justiça.

Zanone disse ao Uol que a perícia pode “talvez” apontar uma melhora em comparação ao tratamento que vem sendo ministrado: “A psiquiatria dirá”. Às vésperas de uma eleição presidencial, ele também contou que “acredita demais” que a soltura de Adélio representaria um perigo para ele e para outras pessoas.

"Inclusive, eu já tinha peticionado como curador, pedindo que ele fosse mantido no presídio federal recebendo tratamento. Até então, havia sido deferido pelo magistrado federal", explicou o advogado.

Nova perícia

O Código Penal diz que "é isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento”. Na sentença, um prazo mínimo de 3 anos para uma nova perícia foi fixado.

A nova data foi determinada pelo juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande. Ele intimou o diretor do Presídio Federal de Campo Grande para providenciar o que for necessário para a realização da perícia, assim como os prontuários do interno.

O MPF (Ministério Público Federal) e a DPU (Defensoria Pública da União) também foram intimados para ciência e, caso seja preciso, para informarem os assistentes técnicos.


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