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Adolescente descobre bala de chumbo alojada em seu nariz há 8 anos

O jovem, que não foi identificado, reclamava que tinha certa dificuldade para respirar, além de sentir um cheiro bastante forte

Pamela Malva Publicado em 12/03/2021, às 13h30 - Atualizado às 13h44

Imagem meramente ilustrativa de bala de arma de fogo
Imagem meramente ilustrativa de bala de arma de fogo - Divulgação/Pixabay

Em fevereiro de 2021, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, publicaram um estudo sobre o caso de um jovem de 16 anos que tinha uma bala de chumbo alojada em seu nariz. O problema é que o projétil já estava lá há 8 anos.

Divulgada pelo jornal científico JAMA Otolaryngology, a pesquisa revelou que o garoto foi ao médico pela primeira vez por culpa da bala aos 15 anos. Na ocasião, ao reclamar de obstrução nasal e de um cheiro horrível, ele foi diagnosticado com hipertrofia turbinada — uma inflamação associada a alergias sazonais, segundo o UOL.

Com uma receita para medicamentos específicos em mãos, ele voltou para casa. Um ano mais tarde, o adolescente percebeu que o desconforto ainda não havia cessado e, dessa forma, decidiu ir para o hospital mais uma vez.

Imagem da tomografia das vias nasais do jovem / Crédito: Divulgação/JAMA Otolaryngology

 

Na segunda visita, a pedido do médico, o paciente assoou seu nariz e, no mesmo momento, "um odor pungente e fétido encheu a sala", segundo descreveu a pesquisa. Exames foram feitos e, assim, descobriu-se a bala de 9 milímetros na cavidade nasal do jovem — onde havia se instalado quando o menino levou um tiro, oito anos antes.

Feita a descoberta, o paciente foi submetido a uma cirurgia para a retirada do projétil. Segundo Dylan Erwin, coautor do estudo sobre o caso, o “objeto estranho havia causado o bloqueio das vias naturais de drenagem no nariz, então há um acúmulo de muco, resíduos inalados e bactérias”, o que explicava o odor sentido pelo jovem durante anos.

Agora, de acordo com os especialistas envolvidos no estudo, o jovem já se recuperou do episódio. Após a cirurgia, inclusive, ele voltou a respirar e sentir cheiros normalmente — o odor fétido, por sorte, também desapareceu com o passar do tempo.