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Advogados da mãe de Henry explicam contexto da selfie tirada em dia de depoimento

Anteriormente, Monique afirmou que não se lembrava de ter tirado a fotografia

Redação Publicado em 03/05/2021, às 09h36

Selfie que Monique Medeiros tirou na delegacia
Selfie que Monique Medeiros tirou na delegacia - Divulgação

De acordo com informações divulgadas na noite do último domingo, 2, em uma reportagem exibida pelo programa de televisão Fantástico, da Rede Globo, os advogados de defesa de Monique Medeiros deram uma explicação sobre a polêmica selfie que a cliente tirou na delegacia. As informações são do G1.

A foto que repercutiu nas redes sociais, foi tirada quando a mulher prestava depoimento para dar sua versão sobre a morte do filho, Henry Borel. Segundo revelado na publicação, se não tivesse sido morto no último dia 8 de março, o menino Henry completaria 5 anos hoje, 3 de maio.

Anteriormente, quando questionada sobre a fotografia, Monique afirmou que não se lembrava do registro. Entretanto, recentemente, os advogados da mulher deram uma nova versão sobre o tema.

De acordo com a defesa da professora, a fotografia foi enviada por Monique durante uma conversa com uma tia. Na reportagem, os novos advogados exibiram prints das mensagens.

 Prints de conversas de Monique com a tia / Crédito: Divulgação/ Fantástico/Rede Globo 

 

“Na verdade, foi divulgada uma foto de Monique completamente descontextualizada. Na verdade aquilo ali se tratava de um diálogo entre ela e um de seus familiares que estava preocupado com as horas que ela estava dentro da delegacia, se ela havia se alimentado ou não”, afirma um dos advogados da mãe de Henry.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.