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Afeganistão é o país mais nocivo do mundo à jornalistas desde retomada do Talibã

Por lá, 231 veículos fecharam as portas e 6,4 mil profissionais ficaram desempregados neste ano

Fabio Previdelli Publicado em 22/12/2021, às 18h50

Membros do Talibã
Membros do Talibã - Getty Images

Desde que o Talibã tomou o controle do Afeganistão, em 15 de agosto, 231 veículos de comunicação do país encerraram suas atividades. Além do mais, cerca de 6,4 mil jornalistas perderam seus empregos. 

Os dados alarmantes foram compilados em um levantamento conjunto da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e da Associação de Jornalistas Independentes Afegãos (IAJA). Com isso, pode-se constatar que a imprensa afegã sofreu uma drástica mudança após o domínio do grupo fundamentalista. 

Os dados também apontam que as mulheres foram as mais impactadas com o cenário, sendo que 84% (quase quatro a cada cinco), ficaram desempregadas. Muitas delas deixaram o país devido às ameaças sofridas. 

Em resposta ao RSF, Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo, declarou que o Estados Islâmico apoia “a liberdade para a mídia na estrutura definida para preservar os interesses superiores do país, com respeito à Sharia e ao Islã”.

Porém, como aponta matéria do Media Talks, do UOL, a realidade é bem diferente. Em 2021, por exemplo, sete jornalistas foram mortos no Afeganistão, o que coloca o país, ao lado do México, no topo das nações mais fatais para a mídia nos últimos 12 meses. 

“A paz definitiva está longe de estar assegurada [no Afeganistão] e as garantias de liberdade de imprensa e proteção de jornalistas dos últimos 18 anos estão agora ameaçadas”, declarou o Repórter Sem Fronteiras.

Saiba mais dados sobre a repressão que jornalistas vêm sofrendo no Afeganistão através da matéria publicada no Media Talks