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“Ainda vou examiná-lo”: Médico comenta situação de Bolsonaro

Questionado sobre o tratamento do presidente, Antônio Macedo falou sobre a suposta necessidade de uma cirurgia

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 03/01/2022, às 19h00

Bolsonaro ao lado do doutor Antônio Macedo (2019)
Bolsonaro ao lado do doutor Antônio Macedo (2019) - Divulgação / Twitter

Em 2018, no seu ano de eleição, o atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sofreu um atentado, cuja arma foi uma faca e, desde o episódio, teve de passar por cerca de cinco cirurgias em relação às consequências do crime. No tratamento de 2018, o médico responsável foi Antônio Macedo, que ainda cuida do político.

Após internação na madrugada desta segunda-feira, 03, o presidente foi diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal e, devido ao perigo inato de uma condição deste tipo, teve de colocar uma sonda nasogástrica. O atual chefe de Estado estará passando por tratamentos até sua alta, para a qual ainda não há previsão.

Em entrevista à CNN Brasil, Macedo, que também cuidará de Bolsonaro neste momento, afirmou que planejava chegar ao Brasil por volta das 15h. Com um atraso em seu roteiro, no entanto, não conseguiu chegar e deve pousar em terras brasileiras só na madrugada da terça-feira, 04. Segundo o profissional, o presidente ainda será examinado.

Eu ainda vou examiná-lo. A minha hipótese, pelo que conheço do presidente, é de que não haverá cirurgia. Mas preciso fazer uma avaliação abdominal para ter uma conclusão concreta”, apontou.

A obstrução intestinal pode levar à necrose do órgão e, em casos extremos, à perfuração do intestino. De acordo com especialistas, o diagnóstico rápido foi positivo para o quadro do presidente, no entanto, suas cirurgias prévias podem apresentar um perigo adicionado em cima do já presente neste tratamento.