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Alfandega americana aprende 130 toneladas de produtos chineses produzidos sob suspeita de trabalho escravo

Mercadoria avaliada em 800 mil dólares pode ter sido produzido por grupos muçulmanos aprisionados em Xinjiang

Fabio Previdelli Publicado em 02/07/2020, às 13h00

Imagem ilustrativa de uma pessoa algemada
Imagem ilustrativa de uma pessoa algemada - Pixabay

Nesta quinta-feira, 2, as autoridades alfandegarias americanas anunciaram a prisão de um carregamento de cerca de 130 toneladas de produtos da China feitos de cabelo humano. Avaliada em 800 mil dólares, a mercadoria pode ter sido produzida por mulçumanos que estão presos em campos de trabalho forçado na província de Xinjiang. A informação foi trazida pela AFP e reproduzida pelo UOL.

Ante disso, em 17 de junho, o Serviço de Alfandega e proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) já havia ordenado a retenção de bens por suas supostas origens de trabalho dos envolvidos na produção desses itens.

Com isso, Brenda Smith, assistente do comissário comercial do CBP, declarou: “A produção desses bens constitui uma violação muito séria dos direitos humanos. Segundo ela, “[A ordem] visa enviar uma mensagem muito clara e direta a todas as entidades que buscam fazer negócios com os Estados Unidos de que práticas ilegais e desumanas não serão toleradas nas cadeias de suprimentos”.

Esse anuncio foi feito na mesma ocasião em que o Departamento de Estado, Comércio, Tesouro e Segurança Interna dos Estados Unidos advertiu empresas americanas sobre os cuidados que elas deveriam ter ao importar produtos que podem conter trabalho forçado ou prisional advindo de Xinjiang ou de outras províncias chinesas.

“[O governo chinês] continua realizando uma campanha de repressão em Xinjiang, visando uigures ... e membros de outros grupos minoritários muçulmanos", declarou o Departamento de Estado ao sobreavisar empresas americanas que dever ficar em alerta para não contribuírem com esse processo de repressão minoritária exercido pelas autoridades chinesas.