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Algoritmo do Twitter é acusado de preconceito racial

Depois que testes foram feitos por vários usuários, um comportamento irregular na programação da rede foi descoberto

Pamela Malva Publicado em 21/09/2020, às 13h39

Fotografias de Mitch McConnell e Barack Obama usadas nos testes
Fotografias de Mitch McConnell e Barack Obama usadas nos testes - Divulgação

Após diversas postagem de membros da comunidade, o algoritmo do Twitter tornou-se um dos temas mais discutidos da plataforma. Acontece que, durante o final de semana, usuários em todo o mundo descobriram algo bizarro sobre a rede social.

Em sua programação, o Twitter possui uma ferramenta que seleciona qual parte de uma imagem será mostrada no recorte do post. O problema é que, após múltiplos testes dos próprios usuários, ficou claro que o algoritmo dá prioridade para rostos brancos, ao invés de selecionar rostos negros, independentemente da ordem em que aparecem.

Um dos primeiros testes feitos usou imagens de Mitch McConnell — líder da maioria branca no Senado dos Estados Unidos — e do ex-presidente Barack Obama. No post, o sistema do Twitter preferiu o rosto do político branco ao do político negro.

Em sua conta na plataforma, o próprio Twitter afirmou que testou o preconceito racial e de gênero durante o desenvolvimento do algoritmo. "Mas fica claro, a partir desses exemplos, que temos mais análises a fazer. Continuaremos a compartilhar o que aprendemos, quais ações tomamos e abriremos o código de nossa análise para que outros possam revisar e replicar", publicou a rede.

Dantley Davis, o chefe de design do Twitter, também se posicionou em seu perfil. “Estou tão irritado com isso quanto todo mundo. No entanto, estou em posição de consertar e irei. É 100% nossa culpa. Ninguém deveria dizer o contrário."

Confira alguns dos testes feitos por usuários indignados: