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Notícias / Tecnologia

Altos Labs: O investimento de Jeff Bezos na busca pela imortalidade

A iniciativa do bilionário da Amazon conta com quatro vencedores de Prêmios Nobel por Química e Medicina

Wallacy Ferrari Publicado em 13/02/2022, às 08h00

Jeff Bezos sentado em sofá - Getty Images
Jeff Bezos sentado em sofá - Getty Images

Ser bilionário é um privilégio para uma parcela minúscula da população mundial, assim compreendendo que existe um diferencial para entrar no ranking das pessoas mais ricas do mundo.

Agora, liderar essa lista demonstra um destaque para poucos. No caso deJeff Bezos, os mais de US$ 200 bilhões de sua fortuna partem, principalmente, de seus negócios inovadores.

Na década de 1990, ele ganhou projeção mundial ao usar a internet a seu favor para criar um dos primeiros e-commerces do mundo, iniciando uma logística digital que viabiliza a rapidez na venda e diminui os custos, nascendo assim a Amazon. Contudo, seus investimentos menos conhecidos abrangem desde estudos laboratoriais até tentativas de voo aeroespaciais privados.

Seu mais novo foco, no entanto, interfere no mercado dermatológico, propondo sonhados resultados relacionados ao rejuvenescimento – e se engana quem acredita que ele está sozinho neste projeto; a startup Altos Labs conta com a administração de um grupo de bilionários que acreditam na viabilidade do projeto, conforme repercutido pelo O Globo.

Shinya Yamanaka, vencedor do Nobel de Medicina de 2012 / Crédito: Getty Images

Como funciona?

Contando com o experiente Hal Barron, então chefe de pesquisa e desenvolvimento da farmacêutica GSK, como CEO, a empresa estuda reprogramação celular e se é possível estender a vida das células. Na equipe de pesquisa, a empresa conta com 4 vencedores do Prêmio Nobel pelas categorias de medicina e química.

Com eles, a startup visa encontrar uma solução para a modificação do tempo sobre os nossos genes, buscando também soluções para intervir em fatores externos que aceleram o processo de envelhecimento, como o contato com materiais tóxicos, poluição e até alimentação. Para isso, já trilham um caminho pela chamada reprogramação parcial.

A técnica desenvolvida por Shinya Yamanaka, vencedor do Nobel de Medicina em 2012 e que compõe a equipe da startup, tenta reverter o envelhecimento celular apagando dados de estressores e redefinindo seus relógios epigenéticos. Caso obtenha êxito, o método interferirá na idade dos músculos, olhos e outros tecidos que perdem rigidez e força com o tempo.