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Amazônia: demarcação de terras indígenas diminuiu o desmatamento na região

De acordo com um estudo, entre os anos de 1982 e 2016, o desflorestamento no bioma foi consideravelmente menor em áreas demarcadas

Penélope Coelho Publicado em 12/08/2020, às 11h20

Divulgação/Flickr
Divulgação/Flickr - Foto aérea de uma pequena parte da Amazônia brasileira

Uma pesquisa publicada pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, na última terça-feira, 11, revelou uma descoberta muito importante sobre a Amazônia Brasileira. As informações são do portal de notícias G1.

De acordo com a publicação, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, analisou imagens realizadas por satélites durante mais de 3 décadas e chegaram à conclusão de que as áreas não demarcadas da floresta foram as que mais sofreram os impactos do desmatamento.

Entre os anos de 1982 e 2016, os estudiosos observaram uma diminuição significativa nas taxas de desmate em propriedades indígenas. De acordo com a pesquisa, nessas áreas houve uma redução de cerca de 66% no desmatamento. Para os pesquisadores, os números não são uma coincidência:

"Nossa pesquisa mostra que os direitos de propriedade têm implicações para a capacidade dos povos indígenas de conter o desmatamento em seus territórios", afirmou Kathryn Baragwanath, uma das autoras do estudo.

Os especialistas acreditam que a demarcação de terras indígenas seja uma estratégia efetiva na luta contra o desmatamento ilegal na Amazônia, e que isso ainda possa impactar em aspectos positivos até mesmo nas questões climáticas.

 “Os territórios indígenas não cumprem só um papel de direitos humanos, mas são uma forma econômica de governos preservarem suas áreas florestais e atingirem as metas climáticas", finalizou Baragwanath.