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Ambientes extremos na Terra podem explicar como seria possível existir vida em Marte

Estudos realizados por cientistas argentinos revelam que os seres humanos já estiveram tão longe da Antártida, como estão atualmente de Marte

Paola Churchill Publicado em 17/03/2020, às 11h17

Superfície do Planeta Vermelho
Superfície do Planeta Vermelho - Getty Images

Comparar Marte e Antártica parecia ser algo, quase que, impossível. Contudo, durante a Sétima Conferência Internacional sobre Ciência e Exploração Polar de Marte (ICMPSE) esse paralelo veio à tona.

Pesquisadores do Planeta vermelho em Ushuaia, na Argentina analisaram a geomorfologia das geleiras da parte mais afastada dos Andes. Após um tempo da expedição, o geólogo Timothy Titus, do Centro de Ciência da US Geological Survey, afirma que ao estudarem sobre os processos da Terra, eles podem equiparar os recursos em outros planetas, mesmo que os detalhes sejam diferentes.

A atmosfera do planeta vermelho é tão complexa que não existe um lugar equivalente terrestre, o mais próximo que se pode alcançar, segundo Titus, é a Antártica se tivessem menores temperaturas que já têm, chegando ao ponto de chover nitrogênio líquido.

Superfície de gelo em Marte/Créditos: Wikimedia Commons

 

Os pesquisadores afirmam que se soubessem a idade do gelo nos polos do outro planeta, facilitaria entender o que aconteceu no clima e a possibilidade dos seres habitarem o ambiente. 

Acima de tudo, os estudos científicos tem como objetivo explorar os ciclos e a evolução do planeta em longos períodos. A biologia sugere que se existe algum indício de vida nesse novo lugar, são bactérias adormecidas ou com o metabolismo lento.

Quando se estuda o comportamento dos seres que vivem nos polos terrestres, é possível entender como poderia existir vida em um ambiente tão complexo quanto Marte.

Embora os extremos do outro planeta ainda seja um imenso grande quebra-cabeça, conforme os dados fornecidos pela NASA, ajuda muito os cientistas estudarem a superfície gélida do lugar.

Mas para cumprir com a meta de desbravar outros horizontes, é preciso um preparo e pesquisa de climas em situações extremas, muito parecido do que acontece com a Antártida. Isso porque ambos são lugares ambientes secos e desolados. As temperaturas caem para -195C° no inverno, sem luz do Sol. Para extrair o gelo, seria necessário ir ao planeta vermelho no verão e fazer tudo antes que o astro se ponha, pois os experimentos seriam impossível durante a noite. 

Ainda que a passos lentos, os humanos terão que primeiro aprender a lidar com os mistérios dos seus próprios polos, antes de desbravar e colonizar outro lugar do sistema solar.