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Americano é preso com fita adesiva por apalpar comissários de bordo em voo

O homem confessou as acusações de agressão e foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos

Redação Publicado em 05/05/2022, às 07h48 - Atualizado às 08h33

O homem contido com fita adesiva no voo
O homem contido com fita adesiva no voo - Divulgação/Youtube

Um americano de 23 anos foi condenado por apalpar comissários de bordo e agredir outro em durante um voo que aconteceu em julho do ano passado. O avião da Frontier Airlines saiu da Filadélfia e iria até Miami.

Maxwell Berry confessou as acusações de agressão em julgamento sobre o caso. Ele foi sentenciado a dois meses de detenção e um ano de liberdade condicional, fora a multa de US$ 15 mil, o equivalente a R$ 75 mil. O homem deve se entregar até 2 de agosto.

Como informou o jornal ABC News, repercutido pelo UOL, tudo ocorreu após o passageiro pedir três bebidas no voo. Berry primeiro encostou o copo vazio nas costas de uma das aeromoças, que pediu que ele não a tocasse.

Depois disso, o homem acabou derramando o líquido, indo até o banheiro sem camisa. Nesse meio tempo, apalpou o peito de dois comissários de bordo enquanto estava recebendo ajuda na cabine.

O relatório de prisão aponta ainda que o americano iniciou uma briga dentro do avião, o que fez com que a equipe de voo usasse fita adesiva prateada para contê-lo, em um método padrão de companhias aéreas para deter um passageiro causando tumulto.

O julgamento

Segundo o advogado de defesa de Maxwell , Jason Kreiss, ele é um "bom homem que cometeu um ato ruim, que não foi planejado", destacando a dificuldade para conseguir um emprego que o cliente vem encontrando após o ocorrido.

"Devido à tremenda atenção da mídia que este caso atraiu, os esforços de Max para encontrar um emprego usando seu diploma universitário em economia financeira foram inúteis, pois ele vem sendo constantemente negado para os cargos, sem explicação", explicou.

No entanto, dois comissários de bordo presentes no voo, Jordan Galarza e Tymerah Burgess, disseram que a sentença de dois meses não era o suficiente para o caso. Eles falaram sobre a situação ao jornal New York Post.

"Meu papel número um em qualquer aeronave é proteger os passageiros, incluindo Maxwell Berry, e chegamos a Miami com segurança naquele dia", afirmou Galarza. "As pessoas naquela aeronave viram a justiça acontecer mais do que vimos hoje. Eu acho que é um erro judiciário nojento, na minha opinião."