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Análise de fezes preservadas revela que humanos já ingeriam queijo e cerveja há 2.700 anos

O estudo foi publicado recentemente na revista Current Biology

Redação Publicado em 25/10/2021, às 14h42

À esquerda, um pedação de queijo; à direita, uma pessoa toma um copo de cerveja
À esquerda, um pedação de queijo; à direita, uma pessoa toma um copo de cerveja - Getty Images

Um novo estudo publicado na revista Current Biology apontou que os seres humanos que viveram há 2.700 anos já produziam queijo para o consumo e ingeriam cerveja. A descoberta foi possível através de análises de fezes encontradas na região de Hallstatt-Dachstein, Salzkammergut, na Áustria. 

De acordo com os autores da pesquisa, os excrementos foram preservados ao longo dos milênios em uma mina de sal.

Conforme informações do Olhar Digital, as análises indicaram que alimentação das pessoas que viviam na região durante a Idade do Bronze era rica em carboidratos e em fibras. 

O farelo não processado seria um dos alimentos mais consumidos e que, muito provavelmente, era utilizado para fazer uma espécie de mingau.

Porém, o mais interessante foi que os pesquisadores encontraram altas concentrações de espécies de fungos como o Penicillium roqueforti e o Saccharomyces cerevisiae, utilizados na produção de queijo azul e cerveja, respectivamente.

“A análise de todo o genoma indica que ambos os fungos estavam envolvidos na fermentação de alimentos e fornecem a primeira evidência molecular para o consumo de queijo azul e cerveja durante a Idade do Ferro na Europa”, explicou Frank Maixner, um dos autores do estudo, por meio de um comunicado .

Ao fim da pesquisa, os cientistas chegaram à conclusão de que o microbioma intestinal dos antigos mineiros da atual região da Áustria se assemelhava muito ao dos modernos não ocidentais, baseando-se em frutas, vegetais e alimentos pouco processados. 

Confira o estudo completo por meio deste link.