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Análises em crânios de 13 mil anos revelam diversidade entre os primeiros habitantes da América do Norte

O novo estudo derruba a antiga teoria de que os nativos seriam semelhantes fisicamente

Daniela Bazi Publicado em 30/01/2020, às 13h33

Posição original em que os crânios foram encontrados
Posição original em que os crânios foram encontrados - Jerónimo Avilés

Um atual estudo feito através de quatro crânios encontrados entre 2008 e 2015, em cavernas submersas do México, revela que as origens dos primeiros habitantes da América do Norte seria mais diversa do que se acreditava anteriormente.

Os restos mortais seriam de pessoas que viveram de 9 a 13 mil anos atrás, e tinham características que se assemelhavam a grupos nativos americanos, europeus e asiáticos. O fato comprova a ideia que desde quando os Estados Unidos começou a ser habitado já haviam pessoas de diversas origens.

"Sempre conversamos sobre o assentamento das Américas como se a América do Norte e a América do Sul fossem iguais. Mas eles são continentes diferentes, com histórias diferentes de como foram criados." disse o professor da Universidade Estadual de Ohio, Mark Hubbe.

Crânios utilizados para a pesquisa / Crédito: plos.io

 

As cabeças foram encontradas em quatro cavernas de redes subterrâneas perto do Caribe, chamadas de Muknal, El Pit, Naharón e Las Palmas. Os dois crânios mais antigos apresentaram relação com características da Groelândia, do Alasca e de comunidades europeias modernas, enquanto os mais recentes, de Las Palmas e Muknal, se assemelhavam com  grupos nativos americanos, da Ásia, do Ártico e algumas da América do Sul moderna.

Todas as análises foram feitas através de uma tomografia computadorizada, que formava uma imagem 3D, onde foram comparados os novos dados com referências de crânios humanos modernos de diversas partes do mundo. Os resultados, surpreendentemente revelaram uma enorme diversidade de características nos crânios.

A recente teoria descarta a ideia de que os primeiros americanos seriam muito semelhantes fisicamente. "Os primeiros americanos eram muito mais complexos, muito mais diversos do que pensávamos", revelou Mark.