Notícias » Arqueologia

Anel de ouro da Idade do Bronze é datado como o mais antigo do sudoeste da Alemanha

Datação por radiocarbono definiu que o artefato, encontrado em enterro no final de 2020, é a evidência de ouro mais antiga da região do pais

Alana Sousa Publicado em 26/05/2021, às 13h00

Anel de ouro encontrado na Alemanha pode ser o mais antigo do país
Anel de ouro encontrado na Alemanha pode ser o mais antigo do país - Divulgação/Yvonne Mühleis, LAD Esslingen

Um anel feito de ouro encontrado em outubro de 2020 está sendo considerado o mais antigo artefato dourado já descoberto no sudoeste da Alemanha. O item foi desenterrado de um túmulo de uma mulher, datado da Idade do Bronze.

Em um cemitério Neolítico, pesquisadores da Universitaet Tübingen encontraram uma sepultura peculiar, no final do ano passado. Ao examinar previamente a cena, se depararam com um anel em espiral que chamou atenção, assim, a peça foi enviada para ser estudada mais profundamente.

A datação por radiocarbono, indicou que a mulher foi sepultada entre 1850 e 1700 a.C.. Cientistas acreditam que seu anel tenha sido enviado da Cornualha, na Grã-Bretanha, para o sudoeste da Alemanha.

As características do objeto apontam que além da fita de ouro puro — muito semelhante aos materiais que eram lavados no Rio Carnon —, 20% era feito de preta e cerca de 2% de cobre e platina.

Enterro no qual o anel foi encontrado / Crédito: Universidade de Tübingen, Instituto de Pré-história e Arqueologia Medieval

 

“A equipe de pesquisa avalia a nova descoberta de ouro de Ammerbuch-Reusten como evidência de que grupos culturais ocidentais ganharam influência crescente na Europa Central na primeira metade do segundo milênio antes de nossa época”, diz trecho de um comunicado de imprensa.

“Os achados de metais preciosos desse período são muito raros no sudoeste da Alemanha”, afirmou a nota. Os arqueólogos da Universitaet Tübingen classificaram o anel como a evidência de ouro mais antiga já encontrada na região sudoeste do país.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.