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Antártida: pinguins-imperadores podem ter população reduzida em 98% até 2100

Um novo estudo foi publicado na revista científica Global Change Biology, no último dia 3

Giovanna Gomes sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 05/08/2021, às 11h37

Pinguim-imperador adulto junto a um filhote
Pinguim-imperador adulto junto a um filhote - Imagem de Siggy Nowak por Pixabay

O pinguim-imperador, a maior espécie de pinguins existente, corre grande risco de ter sua população extremamente reduzia até o final do século. É o que diz um novo estudo, publicado na revista científica Global Change Bioloy, na última terça-feira, 3.

Conforme informações da revista Galileu, caso as emissões de gases de efeito estufa sigam aumentando no ritmo atual, a Antártida, onde vivem esses magníficos animais, poderá se tornar um local inóspito. Desse modo, a população de pinguins seria reduzida gradualmente até em torno de 2040 e, no ano de 2100, 98% das colônias já teriam desaparecido.

Os pesquisadores utilizaram-se de dados sobre todas as colônias conhecidas da espécie e consideraram diferentes cenários de aquecimento global, desde um aumento de 4,3º C até 1,5ºC, que poderiam ocorrer até o final do século. Além disso, os especialistas levaram em consideração as avaliações sobre os efeitos de alterações climáticas extremas entre os pinguins-imperadores.

"Dada a dependência da espécie do gelo marinho para reprodução, muda e alimentação, a ameaça mais importante para os pinguins-imperadores é a mudança climática, que levaria à perda de gelo marinho na Antártida ao longo deste século", explica uma das autoras do estudo Marika Holland, cientista climática do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, nos Estados Unidos.

"As tendências no aquecimento e consequentes perdas de gelo marinho até o final do século são claras e unidirecionais em todas as projeções de todos os modelos climáticos", finaliza a Holland, em comunicado.

Confira o estudo completo por meio deste link.