Notícias » Afeganistão

Antes de saírem do Afeganistão, tropas norte-americanas destroem sistema antimíssil

Aviões e veículos blindados também foram destruídos

Penélope Coelho Publicado em 31/08/2021, às 09h55

Imagem ilustrativa de um soldado norte-americano
Imagem ilustrativa de um soldado norte-americano - Getty Images

Após 20 anos, a guerra mais longa da história dos Estados Unidos chegou ao fim na madrugada desta terça-feira, 31, com a retirada das tropas norte-americanas de solo afegão.

De acordo com informações publicadas nesta manhã pelo G1, antes de deixarem o aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, o Exército dos Estados Unidos realizou algumas operações.

Segundo revelado na reportagem, antes de saírem, as tropas destruíram aviões, blindados e também um sistema de defesa antimísseis, construído para evitar mais ataques no aeroporto.

As informações foram confirmadas pelo chefe do Comando Central dos EUA, o general Kenneth McKenzie. O homem responsável pelas operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio informou que o sistema esteve ligado até o “último minuto”.

Sabe-se que ontem, 30, os EUA informaram que interceptaram cinco foguetes que haviam sido disparados na direção do aeroporto da capital do Afeganistão, com o auxílio do sistema de defesa antimíssil.


Caos no Afeganistão

O caos ocorrido no Afeganistão tem como consequência a retirada das tropas norte-americanas do país, através de um 'acordo de paz' iniciado por Donald Trump em 2020. Após o ato concretizado por Joe Biden, atual presidente dos EUA, o Talibã começou a avançar no país. 

O ato que representou de fato a tomada de poder se deu no último domingo, 15, quando os representantes do grupo extremista tomaram o palácio presidencial, localizado em Cabul. Isso ocorreu após o presidente do país, Ashraf Ghani, deixou o país em decorrência dos últimos acontecimentos. 

Joe Biden informou que não se arrepende de ter retirado as tropas do local. "Eu mantenho com firmeza minha posição", disse o presidente durante pronunciamento exibido pela Casa Branca na última segunda-feira, 16. "Os EUA não podem participar e morrer em uma guerra em que nem o próprio Afeganistão está disposto a lutar", explica Biden