Incidentes de antissemitismo nas escolas dos EUA aumentaram 94% em 2017

Casos que vão de pichações com 'Hitler não estava errado' a vandalismo de sinagogas e ameaças diretas

segunda 5 março, 2018
Banheiro pichado com suástica no Swarthmore College, Pensilvania
Banheiro pichado com suástica no Swarthmore College, Pensilvania Foto:The Daily Gazette/Swarthmore College

A Anti-Defamation League (ADL) ("Liga Antidifamação"), principal organização não governamental na defesa dos direitos civis dos judeus dos Estados Unidos, publicou seu relatório anual sobre incidentes antissemitas no país.  O resultado foi o maior aumento no número de casos de um ano para o outro já registrado. Foram identificados 1.986 crimes antissemitas nos Estados Unidos, em 2017, um aumento de 57% dos casos em relação aos 1.267 incidentes registrados em 2016 pela ADL.

Dentro das instituições de ensino, a situação foi ainda mais dramática. Nas escolas de primeiro e segundo grau, o aumento foi de 94%. Nas universidades, 89%.

Em relação aos anos anteriores, o aumento no número de vandalismo foi de 86%. Mais da metade das ocorrências foram identificadas como ameaças, isto é, quando uma pessoa judia ou grupo de pessoas sente-se ameaçado pelas palavras antissemitas percebidas, faladas ou escritas, ou ações de outra pessoa.

Os incidentes ocorreram em vários locais, sendo eles, locais de negócios, residências particulares, áreas públicas como parques e ruas, instituições e instituições de ensino judaicas. Os estados com maior número de ocorrências foram: Nova York (380 casos), Califórnia (268 casos) e Nova Jersey (208 casos).

TERROR NAS ESCOLAS

Dos 220 casos de vandalismo nas escolas, foram relatados 186 envolvendo suásticas desenhadas ou arranhadas nas instalações escolares ou em cadernos de estudantes judeus. O número chega a ser maior que o dobro de casos relatados no ano anterior. Em muitos casos frases acompanharam a suástica, sendo elas: "Hitler não estava errado", "Mate todos os judeus" e "Heil Hitler".

As instituições judaicas, incluindo escolas, centros comunitários e museus, bem como sinagogas, foram alvo de 342 incidentes antissemitas em 2017. Este é um aumento de 101% em relação aos 170 incidentes registrados em 2016.

Outros casos graves foram destacados pela ADL, como o incidente do adolescente israelense-americano que foi preso e acusado de fazer mais de 150 ameaças de bomba aos centros comunitários judaicos, escolas, escritórios da ADL e outras instituições da comunidade judaica. 

Segundo a ADL, a falta de punição pode ser uma das motivações da prática. Eles se abstiveram de qualquer opinião política ou sobre o papel da internet. 

Thais Uehara


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