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Anvisa permite vacinação de crianças entre 5 e 11 anos

A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, 16, e engloba somente o imunizante da empresa Pfizer

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 16/12/2021, às 16h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Pixabay / Johaehn

Nesta quinta-feira, 16, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu permitir a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos com o imunizante da Pfizer. A decisão foi motivada pela preocupação em aumentar a imunização contra a Covid-19 no Brasil.

Com uma dose correspondente a apenas um terço da dos adultos, a versão para crianças da vacina foi alterada para diminuir os riscos de quaisquer efeitos colaterais e será injetada em dois momentos, com 21 dias de distância entre as datas. 

Em conversa com o portal de notícias O Globo, Gustavo Mendes, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, afirmou que a segurança do público nesta idade foi o fator mais considerado pelos profissionais enquanto analisavam a permissão do imunizante da Pfizer.

Não há relato de nenhum evento adverso sério, de preocupação, não há relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação comparado com placebo. Esse perfil de segurança é importante e a gente sabe que essa é uma das maiores preocupações na hora de extrapolar uma vacina para a população pediátrica”, afirmou.

Mesmo com a permissão, a imunização deste segmento irá ocorrer de maneira bastante cautelosa, evitando drive-thrus e em salas exclusivas para o procedimento. O país segue o exemplo da Europa, Estados Unidos e outras nações na vacinação infantil.

Durante os momentos mais intensos da pandemia, foi perceptível o perigo que esta doença apresenta à população pediátrica e, com isto em mente, a imunização, segundo nota oficial dos diretores da Anvisa, foi permitida.

Assim como em outras faixas etárias, as crianças com idades entre 5 e 11 anos em risco de desenvolver a forma grave da COVID-19 devem ser consideradas como grupo prioritário para vacinação", afirmou a agência nacional.