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Ao relembrar tragédia com migrantes, Papa diz que Mediterrâneo é o maior cemitério da Europa

Fala foi dita durante a oração do Angelus, na praça São Pedro, no último domingo, 13

Fabio Previdelli Publicado em 14/06/2021, às 11h09

O Papa Francisco
O Papa Francisco - Getty Images

Em 18 de abril de 2015, no auge da crise migratória no Mediterrâneo, um barco que levava mais de 700 imigrantes naufragou; apenas 28 pessoas sobreviveram. No ano seguinte, autoridades italianas retiraram a embarcação do mar para tentar reconhecer todos os cadáveres que por lá ficaram.  

Anos depois, em 2019, o barco foi exposto na Bienal de Arte de Veneza, passando a ser considerado um monumento "símbolo de todas as tragédias, conhecidas e desconhecidas, que envolveram os homens, mulheres e crianças obrigadas a abandonar suas terras em busca de uma vida melhor", como explica matéria publicada pelo UOL.  

Agora, a peça ficará em Augusto, na Sicília. O fato fez o Papa Francisco pedir, no último domingo, 13, durante a oração do Angelus, na praça São Pedro, que as pessoas tenham mais solidariedade e tratem com menos indiferença as tragédias envolvendo migrantes.  

"Que este símbolo de tantas tragédias no Mar Mediterrâneo continue a apelar à consciência de todos e a encorajar o crescimento de uma humanidade mais simpática que derrube o muro da indiferença", disse. 

Além disso, o pontífice pediu para todos pensarem “no Mediterrâneo como o maior cemitério da Europa”, completou.

Esta, inclusive, não é a primeira fala de Francisco sobre tragédias envolvendo migrantes. Há cerca de um mês, como informou a RFI na época, o líder da igreja católica chamou de “vergonha” o destino de 130 migrantes que desapareceram após um naufrágio no Mediterrâneo, se dizendo “estar muito triste pela tragédia”.