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Ao tirar foto, turista danifica estátua do século 19, na Itália

A obra em questão é uma escultura neoclássica do artista italiano Antonio Canova

Penélope Coelho Publicado em 05/08/2020, às 15h54

Estátua de Paolina Bonaparte, de Antonio Canova
Estátua de Paolina Bonaparte, de Antonio Canova - Wikimedia Commons

Na última sexta-feira, 31, uma obra famosa foi danificada por um turista de 50 anos, no Museu Gipsoteca em Possagno, norte da Itália. Na tentativa de tirar uma foto perfeita, um homem austríaco quebrou três dedos do pé da estátua de Paolina Bonaparte, obra de Antonio Canova. As informações são da CNN.

De acordo com a publicação, o turista foi pego pelas câmeras de vigilância do local quando pulou na base da estátua para fotografar e por consequência, danificou a obra original de mármore esculpida no século 19.

O homem estava acompanhado de um grupo de turistas quando, de acordo com informações da policia reveladas para a CNN, o austríaco percebeu o que havia feito, deixando o local sem avisar ninguém.

Ele foi identificado graças ao sistema de segurança imposto durante a pandemia do novo coronavírus, em que as visitas só podem ser realizadas se forem agendadas. Quando as autoridades entraram em contato com o número de telefone deixado, a esposa do suspeito atendeu e admitiu as atitudes de seu marido. Chorando, a mulher afirmou que seu esposo estava arrependido de seus atos.

Consequências

O presidente da Fundação Antonio Canova, Vittorio Sgarbi, usou as redes sociais para se pronunciar sobre o caso. O homem pediu para que a polícia tenha “clareza e rigor” durante as investigações.

Para Sgarbi, o turista não deve "permanecer impune e retornar à sua terra natal. As cicatrizes de um Canova são inaceitáveis", desabafou. Atualmente, um tribunal da comuna italiana de Treviso está decidindo se irá apresentar uma queixa contra o turista.