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Aos 105 anos, morre de covid-19 a idosa que sobreviveu à gripe espanhola

Primetta Giacoppini veio a óbito no último dia 16, na Califórnia

Redação Publicado em 30/09/2021, às 14h04

Mãos de uma idosa em Imagem ilustrativa
Mãos de uma idosa em Imagem ilustrativa - Imagem de Sabine van Erp por Pixabay

No dia 16 de setembro, uma idosa de 105 anos faleceu em decorrência da Covid-19 em Richmond, no estado americano da Califórnia.

De acordo com a NBC News, Primetta Giacopini teve uma vida repleta de desafios, a começar pela perda da mãe, Pasquina, quando tinha apenas dois anos de idade, em razão da gripe espanhola. Mais tarde ela viveria os horrores da Segunda Guerra Mundial e venceria inúmeras batalhas pessoais.

Dorene, a filha de Primetta, contou ao jornal sobre a história de lutas da mãe. Revelou sobre o abandono do pai com a morte de Pasquina em 1918 e sobre o período em que viveu com a família adotiva na Itália, já sob o comando de Mussolini.

Além disso, falou sobre os esforços da mãe em cuidar de uma filha com uma malformação na espinha e que tinha dificuldades de locomoção.

Infelizmente, após ter vivido tantos desafios em sua longa vida e vencido todos eles, Primettanão resistiu à pandemia de Covid-19.

No dia 9 de setembro, Dorene percebeu que a idosa estava tossindo. Ela suspeitou que Primetta estivesse com a doença quando soube que a cuidadora de sua mãe se sentiu mal desde que o marido voltara de uma festa de casamento. Dois dias depois foi confirmado que o que a idosa tinha era de fato covid, sendo que, mais tarde, no dia 13, ela teria de ser levada ao hospital.

Seus níveis de oxigênio foram caindo nos dias que se seguiram, de modo que ela precisou utilizar uma máscara para apoio respiratório. Porém Primetta estava confusa e começou a lutar contra os enfermeiros. Ela teve de ser sedada e, a partir de então, seu estado de saúde somente piorou. Seria preciso intubá-la.

No entanto, de acordo com Dorene, os médicos "disseram que ninguém com mais de 80 anos consegue sair de um respirador”. Assim, ela optou por remover o oxigênio de sua mãe, que morreu dois dias depois, em 16 de setembro.

“Ela tinha um coração tão forte que permaneceu viva por mais de 24 horas após a remoção do oxigênio”, disse a filha à NBC News. “Sempre conversamos... sobre como a única coisa que poderia matar minha avó e minha mãe era uma pandemia mundial”, finalizou.