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Aos 18 anos, universitária mineira faz descoberta de asteroide em pesquisa reconhecida pela Nasa

Laysa Peixoto cursa Física na UFMG e descobriu a nova rocha espacial em agosto

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/09/2021, às 11h39

Asteroide descoberto e a estudante Laysa Peixoto
Asteroide descoberto e a estudante Laysa Peixoto - Divulgação/Instagram/astrolaysa

Laysa Peixoto Sena Lage é uma estudante universitária que cursa o segundo período de Física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos 18 anos de idade. Em agosto deste ano, ela foi responsável por uma descoberta impressionante: nada mais nada menos que um novo asteroide no espaço. 

No começo do ano, a jovem, que sempre estudou em escola pública, se candidatou ao programa de “caça a asteroides” da Nasa em parceria com a The International Astronomical Search Collaboration.

Desde então, ela vem analisando imagens de computador em sua casa, o que fez com que se deparasse com a rocha espacial.

 
 
 
 
 
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"Eu vejo as imagens pelo telescópio e estudei o sistema solar do instituto no Havaí. Analiso pixel por pixel da imagem, percebo algumas características e valores. Aí fui enviando relatório para eles. Depois de um tempo, eles comprovaram que era um asteroide mesmo”, explicou ao G1.

O asteroide foi batizado de LPS 003, que conta com suas iniciais, e foi reconhecido pela própria agência espacial. A universitária relata ainda que recebeu um certificado da Nasa pela descoberta feita da sua própria casa, que fica em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.

 
 
 
 
 
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Além de fazer parte do projeto, a jovem também integra o Observatório Astronômico da UFMG e já ganhou medalhas em competições de astronomia.

Na 23ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica de 2020, ela ficou em segundo lugar, enquanto na Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica, a estudante levou a bronze. 

"Sempre foi meu sonho poder contribuir com a física, com a ciência. Sempre fui apaixonada pelas estrelas e o que me deixa mais feliz é que estudei a vida inteira em escola pública, então, independentemente de onde a pessoa estudou, ela pode realizar sonhos e conseguir o que quiser", celebrou Peixoto