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Apicultor descobre que erupção não matou suas abelhas

Surpreendentemente, lava cuspida pelo Cumbre Vieja, das Ilhas Canárias, não exterminou as abelhas em seu caminho. Entenda!

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 07/12/2021, às 19h00

Fotografia meramente ilustrativa de abelhas
Fotografia meramente ilustrativa de abelhas - Divulgação/ Pixabay/ TerriAnneAllen

No último dia 19 de setembro, o vulcão Cumbre Vieja, localizado em La Palma, nas Ilhas Canárias, entrou em erupção. O episódio, que prossegue até hoje, trouxe consequências desastrosas para o local, uma vez que os rios de lava destruíram tudo em seu caminho até o mar. Ou quase tudo. 

Segundo divulgado pelo The New York Times, um apicultor da região descobriu que 5 de suas colmeias sobreviveram à erupção. Antonio Quesada não imaginava que, quando voltasse à sua propriedade 50 dias depois da evacuação, descobriria abelhas ainda vivas.

Para colocar em perspectiva o quão impressionante foi o feito dos insetos, eles conseguiram não apenas sobreviver ao calor e gases tóxicos que invadiram o terreno, como também evitaram morrer de fome ao se alimentarem das reservas de mel que mantém dentro de suas colmeias. 

É incrível como um animal tão minúsculo que existe há centenas de milhares de anos pode manter essa resiliência, essa capacidade de sobreviver", comentou Antonio ao jornal norte-americano. 

"As abelhas também se certificaram de deixar aberto um pequeno caminho para o exterior, que eles poderiam usar mais tarde para sair", relatou o homem. Vale mencionar que a apicultura é uma atividade comercial de relevância em La Palma. Dentre os 80 mil habitantes, existem mais de 100 que produzem mel. 

Felizmente para esse mercado, as abelhas são conhecidas por suas táticas de sobrevivência. Uma delas, justamente, é usar própolis para selarem suas colmeias, assim protegendo a colônia durante chuvas fortes ou ventanias. O mesmo mecanismo teria sido aplicado para protegê-las da erupção vulcânica nas Ilhas Canárias