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Após 2.600 anos de mistério, cientistas irlandeses descobrem morte brutal da múmia Takabuti

185 após ser desenrolada pela primeira vez, novas análises também indicam que a mulher, possivelmente, não era egípcia

Daniela Bazi Publicado em 28/01/2020, às 13h17

Múmia de Takabuti
Múmia de Takabuti - Museu Ulster

Recentes estudos afirmam que a múmia de Takabuti, adquirida em 1834 por Thomas Greg da Ballymenoch House, Holywood, Co. Down durante a insólita prática de egiptomania, afirmam que ela teria sido morta após ser brutalmente esfaqueada nas costas. Os restos foram analisados pela primeira vez no Museu de História Natural de Belfast, em 27 de janeiro de 1835. Todavia, a causa da morte só foi descoberta agora.

Os cientistas responsáveis pela pesquisa ainda afirmam que ela, possivelmente não seria egípcia, e sim europeia. Segundo os resultados dos testes de DNA, a mulher apresentava genes mais semelhantes a características da Europa do que do Egito. Takabuti também teria um dente e uma vértebra extra, segundo os pesquisadores.

Takabuti e seu caixão em exposição no Museu Ulster, em Besfast / Crédito: Wikimedia Commons

 

De acordo com o curador de arqueologia dos Museus Nacionais da Irlanda do Norte, Greer Ramsey, em um comunicado divulgado à imprensa "Há uma rica história de testes em Takabuti desde que ela foi desembrulhada em Belfast, em 1835". A mulher passou nos últimos anos por inúmeros testes de DNA, raio-x e tomografias computadorizadas.

Foi através da tomografia que foram reveladas as marcas de facas na parte superior de suas costas, próximo ao ombro esquerdo, e que seu coração permanecia no corpo, e se encontrava intacto e altamente preservado.

"É freqüentemente comentado que ela parece muito pacífica deitada dentro de seu caixão, mas agora sabemos que seus momentos finais foram tudo menos que ela morreu nas mãos de outro", comentou a bioarqueóloga da Escola de Naturais e Naturais de Queen's University, Eileen Murphy. 

Estudos realizados na múmia Takabuti / Crédito: Museu Ulster

 

Segundo Rosalie David, egiptóloga da Universidade de Manchester, os estudos em Takabuti e as novas descobertas ajudam a entender um pouco mais sobre o contexto histórico no qual ela esteve viva.

Takabuti viveu durante a 25º dinastia egípcia, era casada, dona de uma grande casa e seu pai foi um dos sacerdotes de Amon, deus do Sol. Atualmente, 185 anos após ser desembrulhada pela primeira vez, a múmia se encontra no Museu Ulster, em Belfast, capital da Irlanda do Norte, e pode ser visitada gratuitamente.


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