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Notícias / Reencontro

Após 34 anos, filho raptado no Acre e levado para Santa Catarina reencontra mãe

O menino foi levado com apenas 11 anos, após entrar em um ônibus enquanto vendia salgados e nunca mais viu a família; conheça a história!

Mãe e filho após reencontro e o homem quando tinha somente 11 anos - Arquivo pessoal
Mãe e filho após reencontro e o homem quando tinha somente 11 anos - Arquivo pessoal

Após 34 anos de angústia e saudade, uma mãe do Acre finalmente reencontrou seu filho, raptado quando ainda era uma criança. O sequestro de Josenildo da Silva Marreira aconteceu no ano de 1987, quando o garoto tinha apenas onze anos. Ele foi levado de Rio Branco e encontrado recentemente, enquanto viajava de Santa Catarina.

O reencontro só foi possível graças ao trabalho incansável da mãe, Iraci Feitosa da Silva, que jamais desistiu de procurar pelo filho. Ao longo dos anos, ela recorreu a diversas autoridades e divulgou incessantemente a foto do menino, na esperança de que alguém pudesse reconhecê-lo.

Sua perseverança foi recompensada quando sua irmã biológica conseguiu localizar o homem, agora com 45 anos, vivendo sob uma identidade falsa e na cidade que nasceu, já que estava procurando a mãe.

As investigações revelaram que o rapaz foi criado por uma família adotiva em Santa Catarina, sem saber que havia sido sequestrado. Aos 11 anos, após passar por um choque na família, ele subiu em um ônibus, confuso, na rodoviária com uma promessa de vida melhor enquanto vendia os salgados da mãe, segundo a coluna True Crime, via portal O Globo.

Susto de realidade

Ao ser confrontado com a verdade, o homem que agora também se chama Francisco, inicialmente demonstrou choque e confusão. Em uma de suas buscas pela mãe biológica, uma tia de sangue o encontrou e contou a história. Contudo, após exames de DNA confirmarem sua verdadeira identidade, ele vive grudado na mãe biológica.

Agora, ele mantém os nomes de ambas as famílias já que ainda nutre carinho pela família que o adotou após anos de trabalho em Santa Catarina — já que ele foi levado ao estado para trabalhar antes de conhecer a família que o adotou—, se chamando Francisco Josenildo da Silva Marreira Tigre (sendo o último o sobrenome adotivo).

“O que facilita a minha vida é que todo mundo só me chama de Neguinho. Assim, ter esse monte de nome não muda nada”, concluiu ele ao O Globo.