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Notícias / Espaço

Após 8 anos, cientistas desvendam mistério de 'borboleta gigante' no espaço

Objeto astronômico localizado a mil anos-luz da Terra foi descoberto no ano de 2016, mas ainda não possuía uma classificação

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 17/05/2024, às 09h34

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O objeto astronômico IRAS 23077 - Divulgação
O objeto astronômico IRAS 23077 - Divulgação

Durante oito anos, um objeto astronômico localizado a mil anos-luz da Terra, conhecido como IRAS 23077, permaneceu sem uma classificação definitiva. Descoberto em 2016, essa "borboleta gigante" foi finalmente identificada como um disco de formação planetária. Pesquisadores revelaram sua verdadeira natureza em dois estudos recentes.

Uma das pesquisas, publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters, sugeriu que IRAS 23077 seria uma estrela jovem localizada no centro de um disco de formação planetária. Um segundo estudo, realizado com o observatório Submillimeter Array (SMA) e publicado no mesmo periódico, apontou que o objeto é provavelmente o maior disco de formação de planetas já observado.

Segundo informações do portal Galileu, a "borboleta cósmica" foi inicialmente descoberta por Ciprian T. Berghea, do Observatório Naval dos EUA, utilizando-se do telescópio Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System (Pan-STARRS).

Os dados do SMA nos oferecem a evidência de que se trata de um disco e, juntamente com a estimativa da distância do sistema, de que ele está girando em torno de uma estrela provavelmente duas a quatro vezes mais maciça que o nosso Sol", disse, em comunicado, a astrofísica Kristina Monsch, que liderou a investigação com o observatório.

Formação de planetas

Segundo Monsch, o disco contém material suficiente para formar diversos planetas gigantes a distâncias 300 vezes maiores do que a que separa Júpiter do Sol. Esse disco é rico em poeira e gás, elementos essenciais para a formação de planetas.

A equipe destaca a importância de realizar novas investigações para entender as possíveis rotas de formação de planetas nesses discos jovens e como eles se comparam a exoplanetas em torno de estrelas mais maciças que o Sol.