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Após acusações de corrupção, rei espanhol emérito, Juan Carlos I, deixa a Espanha

O monarca governou o país por 39 anos, abdicando em 2014 em nome do filho, Felipe VI, para quem ele escreveu na última segunda-feira uma carta anunciando a retirada da Espanha

Vanessa Centamori Publicado em 04/08/2020, às 12h23

O ex-rei espanhol Juan Carlos
O ex-rei espanhol Juan Carlos - Estonian Foreign Ministry/Divulgação

O rei espanhol emérito Juan Carlos I deixou a Espanha na última segunda-feira, 3, semanas depois de ter sido vinculado a um inquérito sobre suposta corrupção. O anúncio da mudança foi feito em uma carta do monarca ao filho, Felipe VI, que herdou o trono há 6 anos. 

Juan Carlos I escreveu no documento que tomou a atitude de deixar o país para auxiliar o filho no "exercício de suas responsabilidades". "Guiados pela convicção de melhor servir o povo da Espanha, suas instituições e você como rei, informo-lhe a minha decisão neste momento de deixar a Espanha", redigiu. 

O monarca afirmou à imprensa que estaria disponível se os promotores precisassem entrevistá-lo. Há suspeitas de que ele teria recebido de modo ilícito uma comissão de 100 milhões de dólares (ou 85 milhões de euros) do rei Abdallah, da Arábia Saudita, em uma conta do Swiss bank em 2008.

Segundo informações do portal G1, o monarca investigado estaria agora morando de modo provisório na República Dominicana, mas isso ainda não foi confirmado pela Casa Real. Juan Carlos I teve um reinado de 39 anos, de 1975 até quando abdicou para o filho em 2014. Felipe VI renunciou à fortuna do pai no último mês de março, logo após a repercussão das suspeitas de corrupção envolvendo contas no exterior.