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Após apagar vídeo postado por Trump, Twitter diz que pode suspender conta do líder dos EUA

A informação foi fornecida em audiência parlamentar no Reino Unido, durante a fala de um diretor de estratégia da rede social

Vanessa Centamori Publicado em 05/06/2020, às 13h40

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Divulgação

Em meio aos protestos contra o racismo e a morte de George Floyd, Donald Trump tem feito postagens polêmicas no Twitter. Um alto executivo da rede social disse nesta quinta, 4, que existe a possibilidade de suspender a conta do presidente dos Estados Unidos, caso ele continue suas publicações controversas sobre o assassinato do ex-segurança negro. 

O anúncio sobre a conta de Trump foi feito pelo diretor de estratégia política pública do Twitter, Nick Pickles, durante uma audiência parlamentar no Reino Unido. Ele afirmou que a rede social decidiu incluir os tweets do líder dos EUA ao procedimento comum de comprovação aplicado às pessoas públicas com contas verificadas. 

Ao ser questionado por parlamentares se havia a possibilidade da conta de Trump ser suspensa, Pickles confirmou a informação, ao dizer que "todas as contas do Twitter estão submetidas às regras do Twitter". No mês passado, a plataforma notificou duas postagens de Donald Trump sobre a votação pelos correios nos Estados Unidos.

Depois, após os episódios envolvendo o óbito de George Floyd, Trump tuitou na sexta-feira passada que "quando começaram os saques, começaram os tiros". Em resposta, o Twitter anexou uma mensagem, dizendo que o tweet do político violava as regras da comunidade sobre "glorificar a violência".

Além disso, foi removido um vídeo de Trump, postado na última quarta-feira, 3, que continha uma colagem de fotos. O líder dos EUA dizia na filmagem que a morte de Floyd foi uma tragédia que nunca deveria ter acontecido.

Ainda na mesma postagem, Trump defendeu os protestos pacíficos, mas atacou "saqueadores" que estariam envolvidos nas manifestações. Segundo o Twitter, o vídeo com essa argumentação, postado pelo estadista, saiu do ar na rede social devido à uma violação de direitos autorais.