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Após boicote, gravadora não irá inscrever trabalhos de The Weeknd ao Grammy

O cantor canadense pede transparência nos critérios de indicação da principal premiação musical do mundo

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 01/09/2021, às 10h25

The Weeknd beija Grammy em 2016
The Weeknd beija Grammy em 2016 - Getty Images

Após a polêmica promessa de deixar de participar do Grammy Awards buscando maior transparência sobre a escolha dos indicados, em novembro do ano passado, o cantor The Weeknd concretizou o afastamento; a pedido do artista, a Republic Records, gravadora responsável por distribuir as canções do canadense, não inscreverá seus novos lançamentos na premiação.

A medida foi noticiada pelo portal de entretenimento PopLine, que enalteceu que os trabalhos recentes do músico estariam bem cotados para as categorias da principal premiação musical do mundo em sua edição de 2022 — mesmo assim, já era desejado há meses pelo astro.

A polêmica iniciou durante a revelação dos indicados no evento em 2020, quando seu álbum "After Hours", destaque comercial e de crítica no mesmo ano, foi deixado de lado nas categorias da premiação, incomodando a classe artística.

No início do mesmo ano, a ex-presidente do conselho da Academia de Gravação, Deborah Dugan, foi demitida pela organização do evento após denunciar corrupção nas edições recentes da premiação, citando favorecimento de artistas e eliminação de outros, incluindo Ariana Grande e Ed Sheeran, que produziram sucessos de crítica e público durante os últimos anos, como registrou o portal G1.

Apesar do incômodo público, The Weekndjá chegou a ser destaque no Grammy; na edição de 2016, foi premiado pela Academia com duas estatuetas, sendo elas de Melhor Performance de R&B por "Can't Feel My Face" e Melhor Álbum Contemporâneo Urbano por "Beauty Behind the Madness".