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Após conferência, Trump considera a possibilidade de atacar o Irã

Segundo o The New York Times, o presidente sondou essa opção após descobrir mais sobre o amplo poder nuclear do país

Pamela Malva Publicado em 17/11/2020, às 14h00

Donald Trump em coletiva de imprensa
Donald Trump em coletiva de imprensa - Wikimedia Commons

Na última quinta-feira, 12, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou que o Irã continua armazenando bastante urânio. Em resposta ao relatório, Donald Trump considerou a possibilidade de atacar o país, segundo o The New York Times, via G1.

Meses antes de abandonar o cargo na Casa Branca, Trump questinou seus assessores sobre as "opções de adotar medidas contra a principal instalação nuclear do Irã nas próximas semanas". A ideia, em resumo, era realizar um ataque militar em Natanz.

Após a consideração do presidente, os vários conselheiros questionados convenceram Trump a abandonar a ideia. Entre eles estavam o vice-presidente, Mike Pence, o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o chefe das Forças Armadas, general Mark Milley.

Além dos resultados apresentados pela AIEA que geraram a reação de Trump, a agência também anunciou que "reservas de urânio de Teerã são 12 vezes maiores que o permitido pelo acordo nuclear que Trump abandonou em 2018", cujo objetivo era evitar o aumento na capacidade nuclear do Irã.