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Após denúncia de vacinação irregular contra a Covid-19 no Peru, responsáveis pedem demissão

O esquema ilegal envolve até mesmo o nome do ex-presidente do país, Martín Vizcarra

Penélope Coelho Publicado em 18/02/2021, às 10h23

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações da agência de notícias AFP, publicadas nesta quinta-feira, 18, pelo UOL, o reitor e dois vice-reitores da Universidade Cayetano Heredia, no Peru, pediram demissão de seus cargos após o escândalo de imunizações irregulares envolvendo seus nomes.

Sabe-se que instituição em questão abrigou a fase de testes da vacina contra a Covid-19 da Sinopharm, vinda da China. O nome de Luis Varela, José Espinoza e Alejandro Bussalleu, constam na lista liberada pelo governo peruano que expõe pessoas que receberam o imunizante contra o novo coronavírus de maneira irregular.

Segundo a reportagem, o documento registra 487 indivíduos que receberam a vacina chinesa ilegalmente, incluindo o ex-presidente do país Martín Vizcarra. O esquema criminoso batizado pela imprensa peruana de ‘Vacunagate’, veio a público após uma investigação jornalística.

De acordo com o atual presidente do Peru, Francisco Sagasti, 16 pessoas que integram seu governo também se vacinaram de forma ilícita, cortando a ordem da fila pré-estipulada pelo país, que deu inicialmente prioridade aos profissionais da saúde na linha de frente da pandemia.

Sabe-se que até o momento, a revelação da imunização ilegal já derrubou além do reitor e dos vice-reitores, a ministra da saúde Pilar Mazzetti e a chanceler Elizabeth Astete. O caso continua sendo investigado pela justiça, os atos ilegais podem ter consequências criminais.