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Após escândalo de assessor, grupo anti-monarquista denuncia Príncipe Charles à Scotland Yard

A atitude foi tomada nesta segunda-feira, 6, depois que Michael Fawcett renunciou ao cargo na organização do príncipe britânico

Pamela Malva Publicado em 07/09/2021, às 14h00

Fotografia do Príncipe Charles
Fotografia do Príncipe Charles - Getty Images

No último sábado, 4, após um enorme escândalo, o então assessor do príncipe Charles, Michael Fawcett, renunciou ao seu cargo de executivo-chefe da Prince’s Foundation. Na segunda-feira, 6, então, um grupo anti-monarquista do Reino Unido denunciou o próprio herdeiro da Rainha Elizabeth II à Scotland Yard, a polícia metropolitana de Londres.

Todo o caso começou quando o jornal The Times revelou que Fawcett estaria negociando uma condecoração britânica com os representantes de um magnata saudita. Segundo a publicação, a ideia era garantir que Mahfouz Marei Mubarak bin Mahfouz recebesse a comenda CBE, a maior honraria concedida pela coroa britânica.

Em troca, o magnata doaria uma generosa quantia para os projetos de interesse da Prince’s Foundation, organização que administra as ações beneficentes de Charles. Foi assim que, em 2016, o empresário saudita foi condecorado pelo primogênito da Rainha Elizabeth II em uma cerimônia privada, não registrada na lista oficial de eventos reais.

Diante dos questionamentos populares sobre o caso, Charles apenas afirmou que apoia a investigação da polêmica, mas não fez outros comentários. Para Graham Smith, executivo-chefe do grupo anti-monarquista Republic, “é difícil acreditar que Charles não estava ciente desses arranjos ou promessas [de seu assessor]”.

Tendo entrado em contato com a Scotland Yard, Graham acredita que a atitude de Fawcett violou a Lei de Honras (Prevenção de Abusos) de 1925. Por isso, ele decidiu denunciar tanto o ex-assessor, quanto o príncipe Charles à Polícia Metropolitana.

Mais uma vez, os membros da realeza culpam seus funcionários ou associados por seus próprios erros”, afirmou o anti-monarquista. “É hora de a realeza ser pessoalmente desafiada por sua conduta.”

Além do líder do grupo, que busca instituir uma República no Reino Unido, um ex-membro do parlamento do partido Liberal Democrata também fez uma denúncia contra Charles. Norman Baker, no entanto, pediu que Cressida Dick, chefe da polícia, inicie uma investigação criminal acerca da polêmica na coroa o mais rápido possível.

Acontece que, para Graham Smith, “a falha em investigar adequadamente essas questões prejudicará a confiança do público na polícia, na realeza e no sistema de condecorações”. Diante das acusações, então, a Scotland Yard afirmou: “Estamos cientes dos relatos da mídia e aguardamos novos contatos em relação a este assunto”.