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Após exames ginecológicos forçados, Austrália cobra posicionamento do Qatar

Para a ministra Marise Payne, a necessidade de um relatório por parte das autoridades do Qatar sobre o que aconteceu no aeroporto de Doha é ‘iminente’

Redação Publicado em 27/10/2020, às 14h01

Avião do Qatar
Avião do Qatar - Pixabay

Na última segunda-feira, 26, passageiros australianos revelaram um caso perturbador que aconteceu em 2 de outubro em um aeroporto no Qatar. Durante a ocasião, diversas mulheres foram obrigadas a realizar exames ginecológicos após a descoberta de um bebê prematuro que havia sido abandonado em um dos banheiros do aeroporto internacional de Doha.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, autoridades da Austrália por sua vez, estão cobrando um posicionamento do Qatar sobre o caso. A ministra australiana das Relações Exteriores, Marise Payne, expressou na última segunda-feira, 26, a total desaprovação de seu país sobre o que houve no aeroporto.

"Expressamos nossas preocupações de maneira muito clara às autoridades do Qatar”, revelou a ministra, que complementou dizendo que a realização de um relatório por parte do país sobre o ocorrido é "iminente".

Através da divulgação de uma nota, os responsáveis pelo aeroporto se limitaram a dizer que na ocasião pediram para que as mulher somente "participassem" dos exames, a fim de que a mãe do recém-nascido fosse encontrada.

Contudo, de acordo com passageiros presentes no momento do ocorrido, algumas mulheres — maioria australiana —  foram forçadas a desembarcar dos aviões para serem levadas de ambulância para a realização dos exames. Sabe-se que o Qatar segue a lei islâmica de punição para mulheres que engravidam fora do casamento.